O Parque São Jorge vence e o Corinthians perde, mais uma vez
Opinião de Bruno Pantarotto
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Fabinho Soldado deixou o clube na noite de terça-feira
Foto: Danilo Fernandes / Meu Timão
Mais uma vez o Corinthians se vê em uma guerra política contra o bem do futebol. E novamente ele perde. A saída do executivo de futebol, Fabinho Soldado, mostra como o torcedor do Timão vê o clube durante esses anos: uma confusão.
Não se trata apenas de uma mudança administrativa. Fabinho era uma ponte entre a gestão e o futebol, alguém que entendia do trabalho da comissão técnica, conhecia o elenco e buscava profissionalizar cada vez mais o departamento. Também tenho algumas opiniões contrárias envolvendo ações no mercado, mas percebíamos como a comissão e o elenco gostava do profissional, com alguns até exaltando o agora ex-executivo e pedindo sua permanência publicamente.
Enquanto isso, o futebol paga o preço. O time profissional perde continuidade, planejamento e segurança. Cada saída, cada mudança repentina, gera instabilidade, diminui confiança e atrapalha a construção de uma equipe sólida. É como se o Parque São Jorge vencesse nos bastidores e o clube perdesse no gramado.
O torcedor observa tudo isso com frustração. Quer ver títulos, quer ver organização, quer que os profissionais do futebol possam trabalhar em paz. Mas, em vez disso, assiste a disputas internas, pressões políticas e decisões que parecem mais voltadas a interesses pessoais do que ao Timão.
Quero acreditar que virá um outro profissional competente. Mas a diretoria já sabe muito bem que, encontrar alguém que soubesse blindar o elenco como Fabinho, e aceitar trabalhar na bagunça administrativa que é o Corinthians, não é fácil.
O Corinthians precisa entender que o verdadeiro vencedor é aquele que prioriza o futebol e o planejamento. Até lá, o Parque São Jorge continuará vencendo, e o clube continuará perdendo – e, pior, o torcedor continuará pagando essa conta.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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