O que esperar de mais um canal de esportes no Brasil

Danilo Augusto

Corinthiano e programador dedicado que tem um orgulho imenso de ter criado essa comunidade chamada Meu Timão.

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O que esperar de mais um canal de esportes no Brasil

Campeão Brasileiro, Corinthians recebeu de TV 20% do que a Premiere League pagou ao Stoke City

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Depois de uma longa disputa, finalmente o Esporte Interativo entrará na grade de programação da NET, maior operadora de TV a cabo no Brasil. O canal faz parte da Turner, uma subsidiária da Time Warner, que chega para brigar de igual com ESPN, SporTV, Fox Sports e até mesmo o PFC, da Globo.

Falo em disputa para entrar na NET porque o processo foi meio longo e complicado. Não há muito interesse para a operadora ter mais um canal de esportes já que a própria Globo tem participação da NET.

Para faz parte da rede de canais, o Esporte Interativo tinha que ter uma carta na manga, e fez isso muito bem quando ganhou exclusividade nos direitos de transmissão da Champions League no Brasil, superando a ESPN num leilão organizado pela competição (#FicaDica para o Brasileirão).

O movimento do canal da Turner foi o mesmo que a Fox Sports fez com o trunfo da exclusividade da Libertadores da América nos últimos anos. Assim, para evitar perder clientes que queriam assistir de qualquer jeito seu time jogar e cogitavam trocar de operadora, a NET cedeu e incorporou a Fox Sports e agora está fazendo o mesmo com o Esporte Interativo.

Só que o canal não está afim de parar por aí, a ideia deles é chegar para brigar pela transmissão também pelo Campeonato Brasileiro, acabando com uma hegemonia de décadas da Globo. Para isso, o canal já articula movimentos e conversa com os clubes mostrando interesse no Brasileirão 2018 e 2019.

O efeito pode ser bom: a concorrência pode elevar as receitas dos clubes brasileiros com direitos de transmissão. A grana que o Timão recebe hoje (110 milhões de reais, que passarão a ser 170 milhões de reais nos próximos anos) ainda é apenas uma fração do que o Stoke City, por exemplo, recebe para jogar a Premier League (aproximadamente R$550 milhões).

Tudo isso deve demorar muito, coisa de dois ou três anos, mas o fato é que a semente foi plantada e agora, a cada renovação de contrato, os clubes pensarão duas vezes antes de dizer sim à principal emissora do país.

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