Dia de lembrar: nunca foi fácil, sempre foi Corinthians

Giovana Duarte

Estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, 22 anos e estagiária do Meu Timão. Apaixonada, de alma e coração, por esportes e pelo Corinthians.

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Dia de lembrar: nunca foi fácil, sempre foi Corinthians

Coluna da Giovana Duarte de Oliveira

Opinião de Giovana Duarte

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Dia de lembrar: nunca foi fácil, sempre foi Corinthians

Com o apoio da torcida, Timão precisa vencer para seguir na Libertadores 2020

Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Há uma semana, o Corinthians estreava na Libertadores 2020. Também há uma semana, era inevitável não lembrar a fatídica eliminação nas oitavas de final da mesma competição, para o mesmo time, em 2015.

Mas toda essa situação, a derrota em seguida para a Inter de Limeira em casa, a equipe não conseguir treinar por conta das fortes chuvas na última segunda-feira, me fez lembrar: nunca foi fácil, sempre foi Corinthians.

Tudo isso me fez pensar que não é a hora de entregar. Nunca fomos assim. É a primeira decisão do ano, mas estamos acostumados com isso. Com o nervosismo, com a fé, com as viradas.

Não abaixamos a cabeça em 77 quando, depois de mais de 20 anos de fila, Basílio libertou o grito sufocado de um povo inteiro.

Assim como em 90, depois de ver o Atlético-MG abrir o placar no começo da partida, o nosso camisa 10, Neto, empatou o jogo ao marcar de cabeça e, depois, garantiu a virada com a canhotinha. Ah, e na semi? Contra o Bahia? O Xodó da Fiel, mais uma vez, apareceu para virar o jogo e salvar o Time do Povo numa cobrança de falta aos 18 minutos do segundo tempo...

Não foi fácil no Paulistão de 2001, quando enfrentamos o Santos, precisávamos de uma vitória para avançar na competição. Como esquecer? Saímos para buscar o jogo e, num contra-ataque, levamos um gol. Mas o Pé de Anjo estava lá e, um minuto depois, empatamos o duelo. No último lance do jogo, Gil cruzou para Marcelinho e Pé de Anjo deixou a bola rolar para Ricardinho finalizar. Aos 48 minutos, foi Corinthians e mais uma virada para delírio da Fiel.

Cinco anos depois, na Libertadores de 2006, mais uma para a conta. No Chile, vimos a Universidad Católica abrir o placar logo aos três minutos de jogo. Empatamos aos 24, com Carlitos Tevez e, aos 37, Nilmar virou o jogo. Mas, lembra: nunca foi fácil. Os chilenos voltaram a empatar a partida. Na etapa complementar, o vimos Wendel e Gustavo Nery serem expulsos e, mesmo assim, Nilmar marcou mais um e garantiu a vitória corinthiana.

Agora um pouquinho mais recente. Alguém se lembra da partida contra o Atlético-MG pelo Brasileirão de 2011? Saímos perdendo. Reagimos somente aos 32 minutos do segundo tempo, com Liedson, de cabeça. Mas sempre fomos Corinthians. Foi então que Adriano entrou em campo e marcou seu primeiro gol pelo alvinegro do Parque São Jorge. Na época, a virada nos permitiu assumir a liderança do campeonato e partir rumo ao título.

Por fim, final do Paulistão 2018. Dérbi. Na Arena, 1 a 0 para eles. Nunca foi fácil. Mas, no dia 08 de abril, na casa deles, Rodriguinho igualou a decisão logo aos dois minutos de partida. Decisão nos pênaltis, fomos Corinthians. Cássio brilhou ao defender as cobranças de Dudu e Lucas Lima. E chegamos: bicampeões paulista.

Hoje é o dia, Fiel. É o dia de acreditar. Adversários diferentes, elenco diferente, técnico diferente. Mas torcida e camisa iguais. E em Itaquera, as duas pesam. E lembre-se, nunca foi fácil, sempre foi Corinthians.

Veja mais em: Libertadores da América e Jogos Históricos.

Coluna da Giovana Duarte de Oliveira

Por Giovana Duarte de Oliveira

Estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, 22 anos e estagiária do Meu Timão. Apaixonada, de alma e coração, por esportes e pelo Corinthians.

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