Corinthians tem em mãos a solução para seu elenco limitado

Luis Fabiani

Estudante de Jornalismo no Mackenzie. Desde janeiro de 2020, estagiário do Meu Timão. Estou também diariamente na Rádio Mackenzie.

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Corinthians tem em mãos a solução para seu elenco limitado

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Corinthians tem em mãos a solução para seu elenco limitado

Daniel na estreia do Corinthians pelo Brasileiro Sub-20

Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

A dupla Xavier e Roni deu um fio de esperança aos corinthianos em meio ao marasmo de 2020. Se os "medalhões" não davam conta do recado, foi na base que o Corinthians viu uma alternativa para dar uma cara nova à equipe titular. Os dois entraram e sobraram contra o Bahia. E apesar da partida mediana contra o Sport, não há dúvidas que ambos têm qualidade para disputar a titularidade no Corinthians.

Se ranqueássemos os laterais esquerdos do Corinthians em 2020, provavelmente o último colocado seria o experiente Sidcley. À sua frente, o ex-corinthiano Carlos Augusto e o jovem Lucas Piton, ambos formados nas categorias de base do Corinthians. Se já haviam dois bons nomes para o setor, por que investir na contratação de um terceiro?

O mesmo discurso vale para a lateral-direita. Os jovens Daniel Marcos (na imagem) e Igor cansaram de provar nas categorias de base o valor que têm, mas perdem o posto de reserva imediato para o mais do que contestado Michel Macedo.

Tá tudo errado no sistema de montagem de elenco do Corinthians. Para os mandatários do clube, parece ser preferível trazer um jogador de qualidade duvidosa vindo de outra equipe do que apostar em um jogador formado no próprio Corinthians, que já conhece a casa e traz consigo algum respaldo da torcida.

Não é novidade para ninguém falar da crise financeira que o Corinthians vive. É um assunto chato, maçante, mas obrigatório de ser lembrado nas conversas sobre montagem de elenco. E em crise, a ação menos recomendável é o investimento desproporcional em jogadores que pouco têm a entregar. Michel e Sidcley são provas vivas dessa postura antiprofissional da diretoria do Corinthians.

Não estamos falando da base de qualquer clube, estamos falando da base mais vitoriosa do país - e que briga pelo título de todos os torneios que disputa. Todo ano passam por lá jogadores em condições de assumir um protagonismo no time principal. E o Corinthians não pode ser passivo a isso.

Em 2020, no buraco financeiro que o Corinthians se enfiou, virou obrigação olhar para a base com mais carinho.

Veja mais em: Base do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Luis Fabiani

Estudante de Jornalismo no Mackenzie. Desde janeiro de 2020, estagiário do Meu Timão. Estou também diariamente na Rádio Mackenzie.

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