Implacável na Seleção, Tite paga o preço de ser ídolo do Corinthians

Luis Fabiani

Estudante de Jornalismo no Mackenzie. Desde janeiro de 2020, estagiário do Meu Timão. Estou também diariamente na Rádio Mackenzie.

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Implacável na Seleção, Tite paga o preço de ser ídolo do Corinthians

Tite, em treino da Seleção Brasileira

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Não tenho qualquer ressalva para afirmar: Tite é o melhor treinador que já vi comandar a Seleção Brasileira. Meu escopo não é dos maiores. Nasci em 2000 e pouco me recordo do brilhantismo de 2002, ou do oscilante quadrado mágico de 2006. Fato é, que quem analisa friamente, nem ao menos contesta o posto de Tite no comando técnico do Brasil.

As convicções que tem parecem mais questionadas que as de outros treinadores. Suas coletivas, mesmo que busquem explicar taticamente suas decisões, são taxadas de "chatas" e "incompreensíveis". Tite foi chamado de paneleiro por usar jogadores de confiança nas partidas, mesmo que estes justificassem a vaga dentro de campo

Quando ainda invicto no comando da amarelinha, sempre haviam ressalvas ao seu ótimo trabalho. Nunca estava bom, e sempre o jogador X merecia mais a vaga que o jogador Y que estava na convocação.

Pra mim é nítido: Tite paga o preço de ser muito identificado com o maior clube do país.

E assim será sempre que uma personalidade identificada com o Corinthians ganhar evidência no cenário internacional. Foi assim com Fagner, que apesar de fazer uma Copa do Mundo extremamente segura, recebe até hoje a "culpa" pela eliminação do Brasil frente à Bélgica. Foi assim com Paulinho, mesmo depois de mostrar seu brilhantismo no Barcelona. O gol de Renato Augusto nas quartas de final da Copa não será tão lembrado como o "quase gol" dos minutos finais.

Seria mais do que normal o clube mais vitorioso do país na década emplacar nomes de destaque na seleção. Mas o "anti-corinthianismo" pesa e muito na repercussão popular. O ódio, e talvez a inveja, que alguns têm do Corinthians é capaz de fazer brasileiros torcerem contra a própria seleção.

O desempenho de Tite na seleção incomoda. O gigantismo do Corinthians também.

Veja mais em: Tite, Fagner e Paulinho.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Luis Fabiani

Estudante de Jornalismo no Mackenzie. Desde janeiro de 2020, estagiário do Meu Timão. Estou também diariamente na Rádio Mackenzie.

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