Paolo Guerrero é ídolo?
Opinião de Marco Bello
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Autor do gol contra o Chelsea, jogador sairá pela porta dos fundos do PSJ
Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Terminou de maneira melancólica a passagem de 3 anos do atacante Paolo Guerrero pelo Corinthians. O atleta foi dispensado nesta quarta-feira, mais de dois meses antes do final do contrato, no dia 15 de julho.
Desta forma, Guerrero não terá uma despedida formal, como se aventou. Ele não atuará contra o Palmeiras no domingo, e seu último jogo com a camisa do clube foi mesmo a partida contra o Fluminense no Maracanã.
Há muito tempo, a diretoria corinthiana não morria de amores pelo atleta por causa da pedida de luvas e salários considerada exorbitante no final do ano passado. A impressão dos dirigentes, como relatado aqui nesta coluna em janeiro, é que o atleta não queria continuar no clube.
Mas o carinho da torcida fez com que o presidente Roberto de Andrade ainda tentasse viabilizar financeiramente uma renovação. O presidente do Timão tentou segurar Guerrero na semana do clássico contra o São Paulo pela Libertadores da América, como explicado aqui no último dia 20, mas o jogador recusou.
Os empresários do atacante sabiam que a situação do clube não é boa, pois tem outros atletas no grupo, como Jadson e Bruno Henrique. Então não fizeram questão da permanência. Esperavam por um clube que se dispussesse a abrir os cofres, e então apareceu o Flamengo e suas eleições no final deste ano. O clube carioca aposta em Paolo para ser o carro-chefe da campanha eleitoral.
Guerrero estreou com a camisa do Corinthians no dia 25 de julho de 2012, na vitória de 2 a 0 sobre o Cruzeiro. Tinha sido contratado por 8 milhões de reais junto ao Hamburgo da Alemanha. Entrou em campo 129 vezes e marcou 54 gols, uma média de 0,41 gols por jogo. Mas claro que sua trajetória será para sempre marcada pelo gol que deu ao Corinthians o título Mundial de 2012 contra o Chelsea no Japão.
Até bem pouco tempo atrás, o atleta era considerado intocável, querido pela torcida e maior ídolo do elenco. Mas as notícias da alta pedida de luvas e salários, somada ao acerto com o rival do Rio de Janeiro fizeram o torcedor se voltar contra ele. Na volta do Rio no último final de semana, depois de ter perdido um gol incrível contra o Fluminense, Guerrero foi hostilizado por alguns torcedores no aeroporto.
O atacante então percebeu que o clima não estava bom. O clássico contra o Palmeiras, que poderia ser uma grande festa para ele, se transformou em um possível barril de pólvora. E se não jogasse bem? E se fosse vaiado, xingado? Pior: agredido. Ele não quis pagar para ver e pediu a liberação. A diretoria rapidamente aceitou.
E Paolo se junta a imensa lista de craques que saíram pela porta dos fundos do Parque São Jorge: Rivellino, Neto, Marcelinho, Edílson, só para citar alguns. Com o passar dos anos, a torcida perdoou todos eles e os considera ídolos do clube.
Será que com Guerrero será igual?
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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