Corinthians bipolar vence mais uma

Roberto Gomes Zanin

Jornalista, diretor da RZ Assessoria, Bicampeão do mundo. Não sou ligado a nenhuma corrente política do clube. Quero apenas o melhor para o Timão. Discorde à vontade, mas com o respeito aos irmãos

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Corinthians bipolar vence mais uma

O Iluminado

Foto: Daniel Augusto Jr. Agência Corinthians

O Corinthians contra a Chapecoense aflorou minha bipolaridade.

O primeiro tempo foi de euforia.

Logo no início, uma pintura em movimento.

Cássio repõe uma bola longa. A distância e a altura tornam a bola arisca, indomável, mas seu destinatário era Pedrinho. Ele observa o balão e, quando o míssil chega, o garoto, com nojo, bota o pé de lado, inclinado, deita a criança no tapete, levanta a cabeça e, a exemplo de um jogador de sinuca, envia a redonda à cabeça de Romero. Caixa!

Durante o jogo brinquei com alguns amigos, via WhatsApp. “ Furo jornalístico. Implantaram a Matrix do CR7 no cérebro do Romero!”

O cara fez gol, deu passe de três dedos, deu chapéus, caneta, pintou e bordou.

Sejamos justos. Angel, em sua nova posição, sem precisar se esfalfar acompanhando o lateral adversário, pode demonstrar uma face de habilidade oculta. Continua com a raça de sempre, mas com mais demonstrações de requinte.

Veio o segundo tempo e, com ele, minha depressão.

Primeiro, a constatação de que a nova formação do time terá um problema, até então desconhecido.

A Chape adiantou a marcação e obrigou Cássio a fazer ligação direta. Sem um atacante alto, de referência, nosso goleiro era obrigado a quebrar a bola para as laterais, na linha do meio campo. Quase sempre a gorduchinha voltava, rondando nossa área.

O jogo ficou perigoso. Sofremos riscos desnecessários, inclusive porque alguns jogadores não souberam fazer a leitura da arbitragem. O juiz não marcava qualquer falta, o que gerava contragolpes catarinenses.

Além disso, Douglas, duas vezes, e Gabriel, uma vez, cometeram faltas desnecessárias perto da nossa área.

Num mata-mata, há que se minimizar os erros. Bobeiras desse tipo contra adversários mais qualificados, numa Libertadores, por exemplo, podem ser fatais.

Araos será muito útil. Diaz e Jhonatas darão mais opções de ataque e Léo Santos sempre será boa opção para a cozinha ( para mim seria titular).

As perspectivas são boas. Sem euforias, nem depressões.

Coluna do Roberto Gomes Zanin

Por Roberto Gomes Zanin

Jornalista, diretor da RZ Assessoria de imprensa, bicampeão do mundo. Não sou ligado a nenhuma corrente política do clube. Quero apenas o melhor para o Timão. Discorde à vontade, mas com o respeito.

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