Esqueçam o naming rights da Arena

Roberto Gomes Zanin

Jornalista, diretor da RZ Assessoria, Bicampeão do mundo. Não sou ligado a nenhuma corrente política do clube. Quero apenas o melhor para o Timão. Discorde à vontade, mas com o respeito aos irmãos

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Esqueçam o naming rights da Arena

Esqueçam o naming rights da Arena

Arena não terá Naming Rights tão cedo

Foto: Rodrigo Coca - Agência Corinthians

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Existem fatos que falam por sí só. E com o passar do tempo, quando os fatos persistem, não apenas falam, mas gritam.

Um bom exemplo é o que acontece com o nosso Corinthians.

O clube de maior torcida nas regiões mais ricas do Brasil, com maior potencial de arrecadação, vive gravíssima crise financeira.

Não conseguimos segurar ninguém.

Temos um elenco mediano, mas que custa caro. Ora, jogador é um profissional que trabalha numa empresa cujo ramo de atividade é o futebol. Quanto maior e melhor a empresa, melhor deveria ser o profissional. No Corinthians é o contrário. Profissionais com pouca capacidade, trabalham na maior empresa futebolística do país!

A diferença é que, em qualquer área de atividade privada, em linhas gerais o empregador procura contratar os mais capacitados. Ninguém chega para o diretor de RH e diz: “Contrata esse cara porque sou procurador dele”.

Outro fato que, berra tanto e por si só, é ensurdecedor, foi o incrível aumento do custo da nossa Arena.

Apenas as adaptações para sediar a Copa fizeram o preço quase triplicar?

O dia de São Nunca do contrato de naming rights não vai chegar tão cedo. A frase feita: “Está próximo de fechar”, agora é aplicada ao patrocínio master da camisa.

E sabe por que não conseguiremos tão cedo? Por culpa do compliance.

Essa palavra sofisticada responde pela política de ética e transparência adotada pelas grandes empresas (aquelas que têm “bala” para pagar centenas de milhões de reais pelo contrato).

Isso significa que os acionistas e parceiros comerciais exigem que tudo seja feito “preto no branco” e, além disso, que o contrato seja feito com parceiros de reconhecida idoneidade.

Mesmo que o executivo seja corinthiano fanático e saiba do potencial da marca, pensará duas vezes ao defender um eventual contrato perante o conselho da empresa, diante das notícias que envolvem o clube.

Credibilidade não se compra em supermercado, mas se conquista com seriedade e transparência.

Um vez perdida, é difícil recuperá-la.

Nota: Um dia depois desta postagem, a Justiça determinou a penhora da Taça do Mundial Interclubes de 2012, por causa de dívida com uma Universidade. Mais um golpe na credibilidade da direção do clube.

Coluna do Roberto Gomes Zanin

Por Roberto Gomes Zanin

Jornalista, diretor da RZ Assessoria, Bicampeão do mundo. Não sou ligado a nenhuma corrente política do clube. Quero apenas o melhor para o Timão. Discorde à vontade, mas com o respeito aos irmãos

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