Capitalismo: por que você deveria boicotar os anunciantes de Milton Neves

Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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Pensa comigo. Em todas as festas de família, seja no Natal ou no aniversário da sobrinha, um cunhado resolve contar piadas a seu respeito.

Nelas, sempre rindo, e arrancando risadas da galera, ele sugere que você somente tem o que tem por meio de trapaças, de ladinagem ou de jeitinhos ilícitos.

Imagina isso no trampo. Você trabalha duro e consegue uma promoção. Mas tem um colega que, da mesma forma, conta sempre uma anedota para duvidar do seu mérito.

Rindo, ele insinua que você adulou o chefe, subornou o responsável pelos Recursos Humanos ou sabe de algum podre do diretor comercial.

Quando contestado, esse difamador de má índole alega que é tudo apenas "brincadeira". Ora, mas depois de difundida a maledicência, já ficou a dúvida sobre o seu caráter. No mínimo, a sua reputação já ganhou uma mancha.

O Corinthians sempre foi agredido por seus adversários, desde que ingressou vencedor nas ligas do futebol bandeirante. Era chamado de time dos "suados", da "pretalhada" e dos "corticeiros".

Foi sempre uma forma de estigmatizar, ou seja, de colar um rótulo depreciativo na instituição e nos corinthianos.

Milton Neves segue nessa linha de desconstrução de nossa imagem. Se ganhamos, segundo ele, é sempre por obra do árbitro, por meio de armações de bastidores ou à custa de esquemas desonestos.

Esse tipo de calúnia e difamação passa como inofensiva expressão do humor. E assim se consolida o preconceito contra o Corinthians e o corinthianismo.

A ideia do "apito amigo", por exemplo, pressiona os árbitros e os leva a entrar em campo temerosos de assinalar qualquer lance em favor da equipe mosqueteira.

Também é certo que perdemos anunciantes e patrocinadores em razão desse marketing permanente de detração.

O estereótipo vigente, sempre reforçado pelo jornalista e publicitário Milton Neves, pinta o próprio corinthiano como agente ativo dessa suposta safadeza. Ou como conivente com ela.

Se vivemos no mundo capitalista, nada mais apropriado do que utilizar as armas do mercado para deter e punir esse elemento.

Bata no bolso dele, amiga corinthiana, amigo corinthiano. Boicote todas as empresas que direta ou indiretamente patrocinam seus programas ou colunas.

Não basta, no entanto, não comprar. Procure já o e-mail dessa empresa e explique o porquê de sua atitude. Faça o mesmo nas redes sociais dessas companhias.

Em um país de estrutura jurídica lenta e viciada, certamente a delinquência do comunicador passará impune.

Façamos, portanto, conforme dita a cartilha do sistema. Eliminemos as fontes de recursos que alimentam esse inimigo do Corinthians e dos corinthianos.

Milton Neves não tem graça.

Elementos venenosos e corrosivos como ele não merecem os holofotes da mídia.

Vai, Corinthians!

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

Coluna do Walter Falceta

Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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