Festeja, porque o Corinthians fez justiça por você

Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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Festeja, porque o Corinthians fez justiça por você

O árbitro Peixoto: punido pela bola

Foto: Divulgação

No país da juristocracia seletiva, quantas vezes você não se sente prejudicado, insultado, ofendido, lesado e humilhado?

É aquela multa de trânsito absurda, resultado da sinalização deficiente ou inexistente.

É o seu carro roubado, que nenhum aparato da lei se esforça por recuperar.

É aquele imposto implacável, maroto, que leva muito mais de você, pai e mãe de família, do que do tubarão magnata.

É aquela demanda sua, clara, mas que não tem solução, perdida na burocracia dos labirintos dos tribunais.

É a sua reclamação correta, calada pela “otoridade” cheia de soberba e estupidez.

É o “teje preso” das ruas nossas, só porque você é filho distante da África, estudante em luta por seus direitos ou morador da periferia imensa deste nosso Brasil.

É a infame estrutura de poder, executiva, legislativa e judiciária, que sabota o seu trabalho suado, vampiriza a sua empresa e leva embora o seu carrinho de pipoca.

Hoje, esse monstro de mil tentáculos esteve em campo na Arena Corinthians, em Itaquera.

Revivendo a tradicional e escandalosa figura do juiz ladrão, o Peixoto de amarelo obrou para destruir o clássico do centenário.

Com arrogância enorme, quis interferir no desenrolar da partida. Arrogante, desconsiderou o óbvio, não ouviu seus pares e, como seu colega José Aparecido, em 1993, prejudicou severamente o Time do Povo.

Expulsou incorretamente Gabriel. Depois, inspirado na teimosia dos tolos, seguiu complacente com os verdes visitantes. Concluiu sua ópera bufa assistindo passivamente à covarde agressão de Victor Hugo sobre Pablo.

Ah, mas quantas vezes o nosso Corinthians não redimiu você?

Lembra daquele dia? Você abalado, pressão alta nas veias, até mesmo revoltado, por causa do político corrupto, do guardinha metido, do atendente que não se sensibilizou com a febre do seu filho, do chefe inclemente, do batedor de martelo que só ouviu um lado...

Sim, você se lembra daquele dia...

E, então, contra tudo e todos, o nosso Corinthians entrou em campo e representou suas dores e suas lágrimas, arrancando na garra a vitória redentora...

Foi assim novamente nesta noite de fevereiro em Itaquera. O roteiro perfeito. A vingança doce e necessária de todo um povo maltratado, vilipendiado e injustiçado.

Você sabe que é assim.

E juntos, proclamamos: obrigado, Corinthians, teu passado é uma bandeira, teu presente é sempre uma lição!

Veja mais em: Derbi e Campeonato Paulista.

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Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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