O churrasco do campeão

Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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O churrasco do campeão

Time mosqueteiro durante a folga: celebração com alegria

Foto: Reprodução Instagram

1) O Corinthians registrou campanha histórica no primeiro turno do Brasileirão e, por conta da excursão da Chapecoense, ganhou folga de quase duas semanas na tabela. Mas e aí, o que aconteceu?

2) No retorno, o Corinthians foi derrotado, em casa, sem marcar gols, pelo modestíssimo Vitória, time que habita a zona de rebaixamento.

3) No jogo seguinte, sofreu em Chapecó contra um time fatigado pela maratona de jogos. Aos 36 minutos, Leo Santos impediu gol certo dos donos da casa. No crepúsculo de partida, a estrela de Jô garantiu os três pontos.

4) Neste 26 de agosto, de volta a Itaquera, enfrentou o pior time do campeonato, o Atlético Goianiense. E perdeu de novo, sem balançar as redes adversárias. Aproveitamento no segundo turno? 33,3%. Contando acréscimos, são 220 minutos em casa sem marcar um único gol. O último foi de Pedro Henrique, contra o Sport, em 5 de agosto.

5) Não causa surpresa o comportamento da torcida, sempre apaixonada, conduzida mais na emoção do que na razão. Depois desta segunda amarga derrota, surgiram recriminações pela festa realizada no CT, durante o recesso, em 8 de agosto, uma terça-feira.

6) Na ocasião, houve comes e bebes não alcoólicos, grupo musical, cantoria de atletas, piadas e muitas risadas, clima típico dos churrascos realizados por todos nós, trabalhadores, no fim de ano. O Timão conquistara, pois, o título simbólico de campeão do primeiro turno.

7) Neste período, também houve folgas, para os jogadores, cansados da maratona de jogos do primeiro semestre.

8) Nessa época, a mídia já havia eleito o Corinthians como campeão brasileiro antecipado. No dia 18, comentando as indicações da FIFA ao prêmio de melhor técnico do mundo, Carille brincou: "ué, eu não estou na lista?" Depois, completou: "minha escolha, já que não estou na lista, é o Tite".

9) Convém olhar de forma racional para esses acontecimentos. Do ponto de vista psicológico, celebrações são realmente importante para marcar conquistas. Na história humana, festejar e confraternizar sempre foi importante para quem vencia uma guerra, conseguia um bisão gorducho para o jantar ou via a chuva irrigar a plantação.

10) A celebração define por meio de um rito que determinada missão foi cumprida. Imprime-se assim, na memória coletiva do grupo, o mapa do acerto e a instrução para a superação dos obstáculos futuros.

11) Não há nada de errado, portanto, em se reunir a tropa ao redor da fogueira. A questão é: o que se celebra? Com que espírito? E de que forma esse festejo gregário renova forças, reforça a vontade e energiza o grupo para as missões futuras?

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Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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