Jejum de 23 anos?
Nosso famoso jejum de 23 anos de títulos, o maior entre os grandes times paulistas, momento importante da nossa história, mas também usado como chacota por rivais.
Foi entre o importante Paulista 54 (aquele do bicentenário) pela ótima geração de Luizinho Polegar e terminou no Paulista 77 com o gol de Basílio. O mais afetado com isso, além dos torcedores, foi nosso Rivellino.
Riva e seus companheiros jogaram nos anos 60. Acredito que ele foi melhor jogador no auge que o Corinthians teve na história. (Aqui cabe um parênteses que pra mim Ronaldo Fenômeno foi o melhor da história a vestir nossa camisa, mas não estava em seu auge. Ao mesmo tempo considero Marcelinho Carioca e Cássio os maiores jogadores do Corinthians, mas não foram tecnicamente melhores que Riva).
Riva jogou finais e perdeu, até teve uma muito dolorosa contra o Palmeiras. Mas relendo nossa galeria de troféus, temos um título que desconsiderar o enorme jejum.
Falo do Torneio Rio-Sao Paulo de 1966. Para quem não lembra, esse torneio era uma junção de Carioca com Paulista. Um bom torneio. Quando criança lembro que vencemos o último em 2002 e nos tornamos os maiores campeões.
O torneio de 66 foi muito importante, pois além das equipes ele foi o embrião para o Robertão que, anos depois, viria um Brasileirão via fax.
Esse torneio por um regulamento esdrúxulo não previa desempate caso os pontos corridos acabassem mais de dois times campeões. Se empatasse dois times, haveria uma final, mas com 3 ou mais não por falta de datas.
Campeões compartilhado com Santos, Vasco e Botafogo. Zoado? Sim. Mas é título oficial. E numa era em que todos querem e conseguem validar troféus via fax, acho que o jejum de 23 anos é falácia.
Deixo link para quem quiser ler a história desse torneio:
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