A terceirização do sócio-torcedor

Fórum do Corinthians
Tópico Épico Entenda as regras

Uriel #957 @coutinho88 em 04/05/2015 às 23:21

A associação ao clube na modalidade do futebol é o que há de mais importante na relação clube-torcedor. O sócio-torcedor é, em regra, aquele que contribui para o seu clube sem esperar maiores contraprestações. Contribui por amor. Muitos nem mesmo residem na cidade de São Paulo e pouco utilizam os descontos e prioridades nas aquisições dos ingressos. E os que aqui residem dispensam a parte social do clube, desejam ser sócios exclusivamente do futebol do Timão.

Terceirizar, de que forma for, significa contaminar essa relação. Primeiro, porque não se mistura dinheiro com paixão. Não há como se negar que a Omni terceirizando o projeto visará sempre o lucro. E quando uma empresa pretende o lucro, e sempre pretenderá, porque esta é a finalidade da sociedade empresarial, fará de tudo para obtê-lo. Sócios e o próprio Timão ficarão em segundo plano. Em segundo lugar, terceirizar significa entregar a pessoas que nem mesmo torcem para o Timão a gestão de um produto que é a essência do Clube. É entregar seu bem mais valioso para ser administrado por terceiros, quando nada há que impeça a sua autogestão.

Programas de sócio-torcedor rendem muito mais quando são operados pelo próprio clube, tanto percentualmente como em números absolutos. Com algumas possíveis exceções esta é a regra geral para os programas dos clubes brasileiros.

Dos clubes que terceirizam o serviço, como Santos (CSU), Palmeiras (Outplan), Flamengo (Golden Goal), Vasco e Corinthians (Omni), a maioria não revela a parte que destina ao parceiro. Só o Palmeiras foi exceção: fica com 80% e cede 20%.

Daqueles que fazem com recursos próprios, como Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Fluminense e São Paulo, o custo nunca passa de 7%.

Marconi Barbosa, diretor de Marketing do Cruzeiro, diz que chegou a ser procurado por empresas interessadas em explorar o serviço. Elas pediram de 15% a 20% da receita.

– Nós estudamos e concluímos que ninguém conhece melhor o nosso público do que o próprio clube. E ainda é mais barato – explica.

Jorge Avancini, diretor de marketing do Internacional, que tem o programa mais bem sucedido do Brasil, aponta outro grande problema da terceirização.

– Contratar uma empresa significa entregar um dos nossos maiores patrimônios, que é o nosso cadastro de sócios. Isso tem um valor imenso – afirma ele.

Ou o Corinthians gere de forma transparente os custos operacionais dessa parceria com a Omni e quanto cada um ganha, o sucesso do programa depende da confiança que muitos torcedores ainda não tem.

O torcedor paga a sua mensalidade com orgulho de contribuir para a autossuficiência de seu clube do coração. Este é o propósito: que os valores sejam revertidos em prol do Corinthians. Se pairar qualquer dúvida sobre essa finalidade o projeto malogrará. O torcedor entrega o seu dinheiro ao Corinthians, porque é o Corinthians; não é fácil entregar um dinheiro mensalmente a ninguém em seu nome, principalmente a pessoas sem que haja a certeza do compromisso da relação do clube com a Omni.

Eu não tô falando por mim e nem por quem já é sócio, mas por aqueles que ainda tem dúvidas, aqueles milhões ai que não entram por insegurança e dúvidas. Há que se respeita-los Corinthians.

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Herivaldo Camargo #884 @herivaldo em 04/05/2015 às 23:54

Perfeito meu caro, penso nisso todos os dias, quanto o Corinthians paga pra essa Omni, quem são esses caras?

Seguindo a mesma linha de pensamento, será vantajoso terceirizarmos a Loja? Será que o percentual arrecadado não está baixo?

Eu sou sócio mas tenho estas dúvidas, de que alguém está aproveitando-se da paixão do torcedor e sem nenhum problema gerindo de forma irresponsável a receita do clube.

Marcelo Franco #52 @marcelo.franco em 04/05/2015 às 23:35

' Terceirizar, de que forma for, significa contaminar essa relação. '

Perfect.

Últimas respostas

Bruna Piatyr #456 @bupiatyr em 05/05/2015 às 17:55

Nos sites de esporte tão falando que a diretoria contabilizou na atualização da semana que ultrapassamos 100 mil sócios. Adoro esse time!

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Bruna Piatyr #456 @bupiatyr em 05/05/2015 às 17:53

Já chegamos em 100 mil!

Uriel #957 @coutinho88 em 04/05/2015 às 23:21

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A associação ao clube na modalidade do futebol é o que há de mais importante na relação clube-torcedor. O sócio-torcedor é, em regra, aquele que contribui para o seu clube sem esperar maiores contraprestações. Contribui por amor. Muitos nem mesmo residem na cidade de São Paulo e pouco utilizam os descontos e prioridades nas aquisições dos ingressos. E os que aqui residem dispensam a parte social do clube, desejam ser sócios exclusivamente do futebol do Timão.

Terceirizar, de que forma for, significa contaminar essa relação. Primeiro, porque não se mistura dinheiro com paixão. Não há como se negar que a Omni terceirizando o projeto visará sempre o lucro. E quando uma empresa pretende o lucro, e sempre pretenderá, porque esta é a finalidade da sociedade empresarial, fará de tudo para obtê-lo. Sócios e o próprio Timão ficarão em segundo plano. Em segundo lugar, terceirizar significa entregar a pessoas que nem mesmo torcem para o Timão a gestão de um produto que é a essência do Clube. É entregar seu bem mais valioso para ser administrado por terceiros, quando nada há que impeça a sua autogestão.

Programas de sócio-torcedor rendem muito mais quando são operados pelo próprio clube, tanto percentualmente como em números absolutos. Com algumas possíveis exceções esta é a regra geral para os programas dos clubes brasileiros.

Dos clubes que terceirizam o serviço, como Santos (CSU), Palmeiras (Outplan), Flamengo (Golden Goal), Vasco e Corinthians (Omni), a maioria não revela a parte que destina ao parceiro. Só o Palmeiras foi exceção: fica com 80% e cede 20%.

Daqueles que fazem com recursos próprios, como Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Fluminense e São Paulo, o custo nunca passa de 7%.

Marconi Barbosa, diretor de Marketing do Cruzeiro, diz que chegou a ser procurado por empresas interessadas em explorar o serviço. Elas pediram de 15% a 20% da receita.

– Nós estudamos e concluímos que ninguém conhece melhor o nosso público do que o próprio clube. E ainda é mais barato – explica.

Jorge Avancini, diretor de marketing do Internacional, que tem o programa mais bem sucedido do Brasil, aponta outro grande problema da terceirização.

– Contratar uma empresa significa entregar um dos nossos maiores patrimônios, que é o nosso cadastro de sócios. Isso tem um valor imenso – afirma ele.

Ou o Corinthians gere de forma transparente os custos operacionais dessa parceria com a Omni e quanto cada um ganha, o sucesso do programa depende da confiança que muitos torcedores ainda não tem.

O torcedor paga a sua mensalidade com orgulho de contribuir para a autossuficiência de seu clube do coração. Este é o propósito: que os valores sejam revertidos em prol do Corinthians. Se pairar qualquer dúvida sobre essa finalidade o projeto malogrará. O torcedor entrega o seu dinheiro ao Corinthians, porque é o Corinthians; não é fácil entregar um dinheiro mensalmente a ninguém em seu nome, principalmente a pessoas sem que haja a certeza do compromisso da relação do clube com a Omni.

Eu não tô falando por mim e nem por quem já é sócio, mas por aqueles que ainda tem dúvidas, aqueles milhões ai que não entram por insegurança e dúvidas. Há que se respeita-los Corinthians.

Valter Dias Ribeiro #233 @valterdias em 05/05/2015 às 17:37

Roberto,

É óbvio que existe. Qualquer conselheiro e sócio do clube tem acesso se quiser pedir.

É só solicitar ao jurídico.

ROBERTO #1400 @ourique em 05/05/2015 às 11:39

" "

O problema é a falta de transparência dessa relação com a OMNI. Existe algum contrato? Qual o período desse contrato? O que fica para o Corinthians e o que é pago para a OMNI? E várias outras dúvidas.

JosÉ Joceno Dos Santos @palhinha77 em 05/05/2015 às 13:22

Espetáculo de tópico, tudo que eu queria dizer mas não conseguiria me expressar com tanta objetividade e conhecimento de causa, parabéns, tenho certeza que esse é o pensamento da maioria de nós que moramos fora de SP.

Paulo Paulo Paulo #39 @paulo.52 em 05/05/2015 às 13:02

Excelente postagem, uma das melhores que já vi por aqui. A pergunta que não quer calar é: por que a diretoria do SCCP não vem a público esclarecer dúvidas elementares, triviais e plenamente justificáveis - considerando-se o histórico da cartolagem brasileira? Por quê?

Everton R. Carlos #112 @everton.r.carlos em 05/05/2015 às 12:46

A omni é apenas prestadora de serviço quem tem que prestar contas e transparência é a diretoria

Meira . #562 @pablo.meira em 05/05/2015 às 12:40

Ótimo tópico, eu sou Fiel Torcedor e desde o início me perguntei porque a Omni administra e presta este serviço! Para quem vai aos jogos, é fácil perceber a quantidade de profissionais e serviços que a terceirizada coloca que é inútil ou fácil de trocar por algo menos custoso, como aquele monte de pessoas conferindo ingressos na entrada, na organização das filas, 'apontando' onde tem que passar o cartão do FT, além das impressoras de 'lugares'!

Soluções práticas para tudo isso, respectivamente: organizar a entrada e já direcionar aos respectivos portões de cada setor, evitando aquele tumulto à toa no páteo externo da Arena e a quantidade de pessoas envolvidas; comunicação visual com placas indicando os setores, planos do FT e filas pré-montadas para agilizar o acesso; pode retirar metade do povo que fica nas catracas pois raramente (isso em 3 anos de FT) vi alguém travar na catraca por algum motivo; quem quiser imprimir o ingresso, basta deixar a máquina instalada nas entradas dos blocos, sem ter um 'indivíduo' lá só para isso!

Agora a pergunta que não quer calar: QUANTO A OMNI LEVA POR PARTIDA E FIEL TORCEDOR ASSOCIADO?

Marcelo Fernandes #748 @batman em 05/05/2015 às 11:50

Já falei aqui em outro comentário o Corinthians terceiriza demais o custo dessa terceirização e muito alto poderia se reduzir se administrando por conta própria que nem faz os chorolados e Não e só no fiel torcedor a manutenção da arena também

Roberto Ourique De Carvalho #1.400 @ourique em 05/05/2015 às 11:39

O problema é a falta de transparência dessa relação com a OMNI. Existe algum contrato? Qual o período desse contrato? O que fica para o Corinthians e o que é pago para a OMNI? E várias outras dúvidas.

Valter #233 @valterdias em 05/05/2015 às 10:57

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Eu prefiro esse contrato com a Omni que tem um sistema que funciona de forma moderna do que ver o dinheiro da bilheteria desaparecer, borderô falsificados, rendas mentirosas como na gestão Dualib.

Quanto as reclamações, a demanda será sempre maior que a oferta, vai lá reclamar no ingresso fácil quando tem show do U2 ou no SAC do Rock in Rio. A demora, falta de resposta, não-retorno de e-mail como alguns aqui dizem é igual. Na copa, também foi a mesma coisa.

E pelo contrário, a Omni não pertence a nenhum conselheiro corinthiano. É uma empresa com diversos braços financeiros com uma gestão muito profissional, mais do que isso não posso falar.

Já ouvi neste mesmo fórum que o Andrés deveria terceirizar a negociação dos NR porque o clube não está sendo competente para gerir a negociação. Então precisamos entrar em um consenso aqui se terceirizar tudo é a solução.

A parceria com a empresa vem desde 2008 e as decisões estratégicas são do Corinthians, não vamos esquecer que durante 3 anos o clube saiu pouco do lugar na gestão Gobbi.

Roberto Ourique De Carvalho #1.400 @ourique em 05/05/2015 às 11:33

Até quando a diretoria vai se calar em ralação a OMNI?