As séries A e B do Campeonato Brasileiro deverão adotar um modelo de fair play financeiro já a partir de 2020. As regras foram definidas nesta semana após reuniões entre representantes da CBF, clubes brasileiros e da consultoria “Ernst & Young”, conforme anunciou a confederação.
Segundo o Diretor de Registro, Transferência e Licenciamento da CBF, Reynaldo Buzzoni, o fair play financeiro será implementado gradativamente ao longo dos próximos quatro anos no Brasil. Em 2020, a Série A já terá a aplicação dos primeiros itens, e a B terá fase de “orientação”.
Nas palavras de Buzzoni, o documento com as regras é “robusto” e tem três premissas principais, segundo antecipou o sócio da Ernst & Young Alexandre Rangel Dantas. São eles: gastar somente o que se arrecada, estar em dia com pagamentos no esporte e comprovar a origem do dinheiro.
No primeiro item, por exemplo, o fair play colocará limites para os déficits apresentados, se for o caso, por clubes no ano. Em 2018, por exemplo, entre as 13 equipes de maior faturamento no Brasil, sete fecharam no vermelho, ou seja, gastaram mais do que arrecadaram no exercício.
O maior déficit da última temporada foi do Santos, que teve resultado negativo de 77,3 milhões. No outro extremo, o mais alto superávit anunciado foi o do Vasco, R$ 64,9 milhões.
Já em relação a terceira premissa, Rangel diz que os clubes terão que “provar que o dinheiro vem de fontes ‘limpas’ e/ou que não há injeção artificial ou desproporcional de investimento mascarada”.
Segundo ele, o fair play financeiro também apresentará “controle de endividamento”, cobrará limites de “investimentos em aquisição de direitos federativos nunca exageradamente acima das vendas” e “dinheiro de fontes de receita vindas de controladores econômicos”.
Para clubes que estiverem em desacordo com as regras estabelecidas pelo modelo, o fair play financeiro poderá limitar o número de jogadores no elenco, proibir a compra de jogadores em janelas de transferência e até a exclusão de competições.
No encontro desta semana, além de Reynaldo Buzzoni e executivos da Ernst & Young, estiveram presentes também o Gerente de Licenciamento da CBF, Ênio Gualberto; o economista do Itaú BBA César Grafietti; e executivos de São Paulo, Flamengo, Palmeiras e Internacional representando os clubes.
Fonte: ESPN
'Nos resta saber qual o modelo que foi aprovado (não foi divulgado) quais começarão a valer ano que vem e de que forma isso muda principalmente para nosso time'
Isso daí vai fazer com que menos jogadores perebas fiquem no banco sem jogar, irá fazer com que contrate menos para o sub 23 entre outras coisas, pode sim ser uma boa
Visto os balanços de 2018 ao que mostra ficamos negativos!
Aos que entendem melhor, isso significa que se isso já tivesse valendo ano passado, esse ano não poderiamos contratar? Estou errada, ou foi viagem minha?!