Corinthians supera o Vasco e é tetracampeão da Copa do Brasil no Maracanã
O Corinthians é o campeão da Copa do Brasil de 2025! Na noite deste domingo, em jogo disputado no Maracanã, a equipe alvinegra superou o Vasco da Gama por 2 a 1 e conquistou o troféu nacional pela quarta vez em sua história. Os gols alvinegros foram marcados por Yuri Alberto e Memphis Depay.
No jogo de ida, as equipes tinham empatado por 0 a 0, na Neo Química Arena, garantindo a taça desta edição do torneio com a vitória conquistada no Rio de Janeiro.
Com o troféu da Copa do Brasil, o Corinthians encerra a temporada com dois títulos — Paulistão e o torneio nacional — e está garantido na fase de grupos da Libertadores de 2026 e na Supercopa. Além disso, a conquista deste domingo rendeu ao clube R$ 77.175.000.
Escalação
O Timão enfrentou o clube carioca da seguinte maneira: Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, José Martínez, Maycon e Breno Bidon; Memphis Depay e Yuri Alberto.
Meu Timão
O banco de reservas do Timão contou com: Felipe Longo, Rodrigo Garro, Romero, Carrillo, Cacá, Angileri, Vitinho, Ryan, João Pedro Tchoca, André, Gui Negão e Dieguinho.
Por sua vez, o Vasco, comandado por Fernando Diniz, vai a campo com: Léo Jardim; Paulo Henrique, Cuesta, Robert Renan e Puma Rodríguez; Cauan Barros, Thiago Mendes, Philippe Coutinho, Nuno Moneira e Andrés Gómez; Rayan.
O jogo
Primeiro tempo
A decisão começou com cara de final. Jogo truncado nos minutos iniciais no Maracanã, com o Corinthians disputando cada bola, ainda que a posse ficasse majoritariamente com o Vasco. O Timão não conseguia trocar passes nem se estabelecer no campo ofensivo: sempre que recuperava a bola, optava pela ligação direta, tentando encontrar Yuri Alberto em profundidade, mas sem sucesso nos primeiros dez minutos.
Com o passar do tempo, o Corinthians conseguiu respirar. A partir dos dez minutos, passou a reter um pouco mais a bola e diminuiu o ímpeto inicial vascaíno. A primeira finalização da partida, inclusive, foi alvinegra. Aos 14 minutos, Yuri Alberto recebeu e bateu para o gol, mas a bola beijou a rede pelo lado de fora, arrancando o primeiro suspiro mais profundo da torcida. O Vasco respondeu pouco depois, em cabeçada de Rayan que saiu sem direção, mantendo o jogo aberto e nervoso.
E foi justamente quando o duelo parecia se equilibrar que o Corinthians foi cirúrgico. Matheuzinho recebeu pela direita e achou um passe milimétrico para Yuri Alberto, que dominou com liberdade, invadiu a área e tocou com frieza na saída de Léo Jardim. O gol colocou o Timão em vantagem no Maracanã, silenciando momentaneamente o estádio. O clima esquentou logo depois, com chegadas mais duras, especialmente sobre Breno Bidon.
O Corinthians seguiu apostando nas bolas longas para Yuri Alberto e quase ampliou. Em mais um lançamento preciso, dessa vez de Martínez, o camisa 9 dominou bem, mas finalizou mal de perna esquerda, desperdiçando uma grande chance de fazer o segundo. O erro custou caro.
O Vasco, empurrado pela necessidade, passou a ter mais iniciativa, ganhou campo e pressionou pelos lados. Rayan voltou a levar perigo em jogada individual pela direita, deixando Matheus Bidu para trás e cruzando rasteiro; Coutinho tentou a conclusão, mas não alcançou a bola.
A pressão, enfim, deu resultado. Após erro de passe de Raniele no campo de ataque, o Vasco acelerou pela direita com Andrés Gómez, que cruzou na medida para Nuno Moreira cabecear e empatar a decisão. O gol esfriou o ímpeto corinthiano e trouxe novamente o equilíbrio à partida. Nos minutos finais, o jogo perdeu intensidade, as equipes se estudaram mais e levaram o empate para o intervalo.
Segundo tempo
O segundo tempo começou a todo vapor no Maracanã. Logo no primeiro minuto, Memphis sofreu falta quando saía de frente para o gol, e Carlos Cuesta recebeu cartão amarelo, sinalizando que a decisão seguiria no limite. Na cobrança, o Corinthians quase voltou a ficar em vantagem: Gustavo Henrique subiu bem e testou de cabeça com perigo, mas a bola saiu por cima do gol de Léo Jardim.
O Vasco respondeu com intensidade. Assumiu o controle das ações e empurrou o Corinthians para trás, rondando a área com insistência. Andrés Gómez apareceu duas vezes em sequência pelo lado direito, levantando bolas na área, mas a defesa alvinegra se manteve firme e conseguiu afastar o perigo. O jogo, então, passou a ficar mais picado, com muitas interrupções, discussões e um clima cada vez mais quente entre os jogadores. A bola rolava pouco, e a tensão tomava conta do ambiente.
Quando o confronto parecia travado pela disputa física, o Corinthians encontrou o caminho do gol. Breno Bidon conduziu com categoria pelo meio, passou pela marcação e rolou para Matheuzinho. O lateral enxergou Yuri Alberto atacando o espaço e acionou o camisa 9, que, com inteligência, serviu Memphis Depay. Livre, o holandês só empurrou para o fundo das redes. Um golaço coletivo.
Após o gol, o ritmo da partida deu uma esfriada momentânea, mas foi o Vasco quem tomou novamente as rédeas do jogo. Rayan recebeu na entrada da área, abriu para Paulo Henrique, que cruzou buscando Vegetti. A bola sobrou para Puma Rodríguez, que só não finalizou em condições melhores porque Matheuzinho apareceu de forma decisiva para cortar. A pressão vascaína aumentava, e o Corinthians já não tinha mais o controle da posse.
Dorival Júnior respondeu do banco. Primeiro, promoveu as entradas de Rodrigo Garro e André Luiz, nos lugares de Breno Bidon e Maycon, buscando fôlego e organização para sustentar o meio-campo. Com o Vasco cada vez mais apostando nas bolas aéreas, o treinador alvinegro foi ainda mais pragmático nos minutos finais: sacou Yuri Alberto e Matheus Bidu para as entradas do zagueiro João Pedro Tchoca e do lateral Angileri, reforçando a estatura e a proteção da área.
Os minutos finais ganharam contornos dramáticos. O Vasco fez uma verdadeira blitz no campo de ataque, empilhando cruzamentos e rondando a área corinthiana em busca do empate. A defesa resistia como podia, rebatendo bolas, bloqueando chutes e contando com a segurança de Hugo Souza. Já nos instantes derradeiros, o goleiro alvinegro apareceu de forma decisiva ao defender um chute forte de Rayan, salvando o Corinthians no momento mais crítico da noite.
Com sofrimento, entrega e maturidade, o Corinthians conseguiu suportar a pressão até o apito final. No Maracanã, o Timão confirmou a vitória, segurou o Vasco e garantiu oquarto título da Copa do Brasil de sua história.
Ficha técnica de Vasco da Gama 1 x 2 Corinthians
Competição: Copa do Brasil Local:Jornalista Mário Filho, Rio de Janeiro, RJ Data: 21 de dezembro de 2025 (domingo) Horário: 18h00 (de Brasília) Árbitro:Wilton Pereira Sampaio Assistentes: Bruno Boschilla e Victor Imazu Árbitro de vídeo: Marco Fazekas Gols: Nuno Moreira (Vasco da Gama); Memphis Depay, Yuri Alberto (Corinthians) Cartões amarelos: Cuesta, Thiago Mendes, Vegetti e Ricardo Colbachin (Auxiliar técnico) (Vasco da Gama); Matheuzinho, Yuri Alberto, André Carrillo, João Pedro, Dorival Júnior e Raony Thadeu (Auxiliar técnico) (Corinthians) Público: 62.420 pagantes (público total: 67.111) Renda: R$ 13.214.612,50
VASCO DA GAMA: Léo Jardim; Paulo Henrique, Cuesta (Matheus França), Robert Renan e Puma Rodríguez (David); Barros (Vegetti), Philippe Coutinho (Tchê Tchê) e Thiago Mendes; Andrés Gómez, Rayan e Nuno Moreira (GB). Técnico: Fernando Diniz
Martinez, quando se preocupa mais em jogar e menos em brigar é sensacional. A cara do Corinthians. Matheuzinho não que vinha mal, foi bem demais. GH, sempre jogando por ele e pelo companheiro, seja lá quem for. Raniele foi discreto, as ANULOU o tal do Raian. Memphys, chegou uma bola e ele guardou. No Yuri chegaram três: perdeu uma, achou o Memphys em outra e fez a outra. Média boa. E Bidon, que estava apagado, fez um lance de craque, de gênio. Encorporou o Renato Augusto no moleque. É Campeão, Vai Corinthians, Chupa Antis...