Renato Augusto pede paciência à Fiel e assegura: 'Será um ano especial'

Renato Augusto pede paciência à Fiel e assegura: 'Será um ano especial'

Contratado no fim de 2012, Renato Augusto espera se livrar das lesões

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O meia Renato Augusto, do Corinthians, ainda não sabe quando poderá voltar a jogar futebol. No momento, sua rotina é longe do gramado: em três períodos de atividades no CT Joaquim Grava, ele aprimora sua forma física em um trabalho específico comandado pelo fisioterapeuta Bruno Mazziotti. Perseguido por um histórico de lesões, o jogador tenta convencer a si mesmo de que 2014 será um ano especial. A temporada é para mostrar, de uma vez por todas, a qualidade apresentada em pequenas dores no ano passado.

Foram apenas 31 jogos com a camisa alvinegra. O zagueiro Gil e o atacante Alexandre Pato, que chegaram ao Timão junto com Renato, em janeiro de 2013, disputaram 70 e 58 partidas no ano passado, respectivamente. Mesmo jogando pouco e marcando apenas três gols, o meio-campista caiu nas graças da torcida do Corinthians. A ponto de, quando a equipe deixou de render, no último semestre, uma frase se tornar comum: “Com o Renato Augusto seria diferente...”.
– Estou com muita vontade de jogar logo, mas não posso repetir o que fiz no ano passado, pulando etapas para poder ajudar. Quero fazer tudo certinho. Faltou um pouco de sorte em 2013, mas isso só acontece com quem está dentro de campo. Na arquibancada não acontece nada, você não toma cabeçada ou cotovelada – afirmou, em entrevista ao GloboEsporte.com.

O técnico Tite, que deixou o clube após terminar o Campeonato Brasileiro na décima colocação e sem a vaga na Taça Libertadores da América, repetia constantemente que o rendimento do Corinthians com o seu principal jogador de meio-campo era diferente. Os jogos da primeira fase da própria Libertadores provaram isso. A participação decisiva de Renato na Recopa Sul-Americana, contra o rival São Paulo, foi decisiva. Dava a impressão de que o Corinthians havia investido bem aproximadamente R$ 9,5 milhões para tirar o jogador do Bayer Leverkusen.

– Eu acredito que tenha deixado um boa impressão, mas ainda falta muito. Eu posso dar muito mais do que dei – assegurou o jogador, que marcou um gol de cobertura em Rogério Ceni e decidiu o jogo de ida da Recopa a favor do Timão, no Morumbi. Ele entrou somente após Danilo e Douglas, primeiras opções naquele momento, se machucarem.

A grave lesão muscular que tirou o meia dos campos por quase quatro meses, a fratura na face e, por fim, a artroscopia no joelho direito não desanimaram Renato Augusto para o ano que se inicia. Pelo contrário. Entre conversas com a família e amigos, o jogador se mostra cada vez mais estimulado a ser peça importante para a equipe de Mano Menezes. Para isso, ele pede paciência à Fiel. Não quer queimar etapas, muito menos voltar a jogar em um nível abaixo do esperado, só para atender às expectativas da torcida.

– No ano passado eu queria jogar todas as partidas. Estava chegando ao Corinthians, sentia que precisava mostrar serviço. Essa vontade me atrapalhou um pouco. Eu quero jogar um ano inteiro em alto nível, sem lesões. Falei para o Bruno (fisioterapeuta): só me coloca no campo. É só isso que eu preciso, pode me deixar 100% que o resto é comigo.

A convivência com Mano, até o momento, se restringiu a uma conversa particular que os dois tiveram. De acordo com Renato, o novo técnico passou tranquilidade e pediu que ele não tenha pressa, uma vez que a temporada é longa, e as chances de mostrar serviço serão inúmeras. Paulistão, Brasileiro, Copa do Brasil...

No departamento médico, a companhia do lateral Fábio Santos – que também divide quarto com Renato na concentração – é fundamental para que a pré-temporada seja menos estafante. As manifestações de apoio de torcedores alvinegros, que pedem o retorno do jogador o quanto antes por meio de redes sociais também servem de estímulo. Por isso, o recado para a Fiel é otimista.

– Tenham um pouquinho de paciência, porque eu estou voltando. Tenho certeza de que 2014 será um ano especial não só para mim, mas para o grupo e para o torcedor do Corinthians.

Os números mostram que Renato Augusto é importante. Nos 31 jogos em que ele entrou em campo – 10 pelo Paulistão, quatro pela Libertadores, dois pela Recopa e 15 pelo Brasileiro – o Corinthians marcou 37 gols, média de 1,19 gol por partida. A estatística geral na última edição da competição nacional, por exemplo, foi de 0,71 – número que rendeu ao Timão o posto de segundo pior ataque do Brasileirão, à frente apenas do lanterna Náutico.

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