'A qualquer momento acontece', garante Sanchez sobre naming rights da Arena

'A qualquer momento acontece', garante Sanchez sobre naming rights da Arena

Por Meu Timão

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Em abril de 2014, Andrés Sanchez participou da entrega das obras da Arena Corinthians

Em abril de 2014, Andrés Sanchez participou da entrega das obras da Arena Corinthians

Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Ex-presidente e atual superintendente de futebol do Timão, Andrés Sanchez voltou a falar sobre as negociações do naming rights da Arena Corinthians. Nesta sexta-feira, o dirigente detalhou a principal dificuldade do clube em selar o acordo com os investidores interessados.

“A qualquer momento acontece. Não depende de mim, por mim já estava fechado... A Globo vai falar a Arena que eu vender? (risos). Isso é complicado. Nas internets, jornais, é muito difícil. E lá fora, as empresas que estamos negociando só leem internet, o que interessa pra eles é a mídia. O Brasil é um pais que não tem cultura em batizar nome de arena, mas com certeza o mais rápido vai se fechar”, prometeu Sanchez, durante participação no programa Seleção SporTV.

Durante a entrevista, Andrés foi questionado sobre os planos e serviços que a empresa interessada em dar nome à Arena Corinthians terá ao assinar o contrato de R$ 350 milhões. “Isso é um grande desafio, tem um camarote que é praxe e tem um monte de ações que pode se fazer na Arena. Estamos fatiando isso pra ver como essa empresa pode ter muito mais ativação dentro da Arena”, explicou o mandatário.

Entre outros assuntos, o ex-presidente do Timão lembrou dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) cedidos em lei pela prefeitura de São Paulo. A construtora Odebrecht, principal responsável pelas obras do estádio corinthiano, comprou duas cotas, no valor de R$ 50 mil cada.

“Já vendeu quase R$ 10 milhões, está vendendo, atrasou dois anos e quatro meses, isso deu quase R$ 100 milhões de juros na conta, teve overlay prometido ao Corinthians que o estado (governo) ou a prefeitura pagariam e não pagaram. Nós íamos fazer um estádio bem mais humilde, para 40 mil pessoas. E a prefeitura e a cidade nos chamaram e falaram que o único lugar pra sediar a abertura da Copa do Mundo seria no estádio do Corinthians. Nós cedemos, estamos pagando um preço caro por isso”, criticou.

“É ruim, mas é onde nós nos metemos. E mais uma vez a cidade de São Paulo pediu a Olimpíada e o Corinthians cedeu. Mas o overlay é muito mais barato e quem vai pagar são os patrocinadores da prefeitura. Se gastar alguma coisa, na véspera da Olimpíada ninguém entra (risos)”, brincou.

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