Com sede em casa de vascaíno, ‘partido’ do Corinthians pode ser processado pelo clube

Com sede em casa de vascaíno, ‘partido’ do Corinthians pode ser processado pelo clube

Por Meu Timão

O deputado federal e superintende de futebol do Timão, Andrés Sanchez, criticou a criação do Partido Nacional Corinthiano

O deputado federal e superintende de futebol do Timão, Andrés Sanchez, criticou a criação do Partido Nacional Corinthiano

Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

O clube do Parque São Jorge se manifestou pela primeira vez após a criação do Partido Nacional Corinthiano. Protocolada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na última quarta-feira (19), a legenda ganhou a resistência de Andrés Sanchez, ex-presidente e atual superintendente de futebol da equipe.

“Sou totalmente contra (a criação do PNC). Já tem partido demais nesse país. Isso não existe, deve ser brincadeira de mau gosto. A parte jurídica do Corinthians vai pensar se entra ou não com uma ação. O Corinthians é uma marca patenteada. Não pode isso”, explicou Sanchez, que também mantém cargo de deputado federal (PT), ao portal Superesportes.com.br.

Como manda a lei, os partidos políticos devem ter suas sedes em Brasília, no Distrito Federal. Diante do impasse, o presidente Juan Antonio Grangeiro, morador de Ubatuba, decidiu utilizar a residência de Wiris Arantes, localizada no Setor P Sul de Ceilândia. Segundo a publicação, o endereço é ocupado por William Arantes Filho, sobrinho de Wiris e torcedor do Vasco.

Questionado sobre a “manobra” para driblar a lei, Grangeiro explicou a situação. “Também temos sede em Ceilândia, DF, mas nossa sede administrativa fica aqui em Ubatuba”, revelou. Ele ainda confirmou que a residência de Wiris Arantes está registrada na documentação entregue ao TSE. “É de um conhecido nosso. Mas eu prefiro não te falar o nome por uma gentileza com ele”, acrescentou.

De acordo com o tribunal, uma equipe técnica fará uma análise completa da documentação entregue pelos integrantes do PNC e a repassará ao ministro Henrique Neves, que será responsável por verificar as exigências legais. O objetivo do grupo “corinthiano” é regularizar a situação eleitoral até 2017, obtendo assim a permissão para disputar as eleições de 2018.

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