Confronto no Metrô poderia ter sido evitado, afirmam funcionários

Confronto no Metrô poderia ter sido evitado, afirmam funcionários

Por Meu Timão

Confronto aconteceu na estação Brás, da linha vermelha do Metrô

Confronto aconteceu na estação Brás, da linha vermelha do Metrô

Foto: Felipe Lobo/Trivela

O confronto entre torcedores de Corinthians e Palmeiras, antes do clássico disputado no dia 3 de abril, na estação Brás, na linha 3-vermelha do Metrô, poderia ter ser minimizado e até evitado. Isso é o que dizem funcionários do próprio Metrô de São Paulo, em entrevista publicada pela Folha.

De acordo com cinco funcionários entrevistados pelo jornal, se o contingente da segurança fosse maior, a briga que causou destruição de trens e pânico na estação poderia ter sido evitado.

Segundo os funcionários, que não quiseram se identificar. Apenas 11 seguranças trabalhavam na estação no momento do confronto. Em resposta, o Metrô garantiu que eram 17. Em resposta à publicação, a assessoria do Metrô também alegou que estava sendo questionada por “responsabilidades que não são suas”.

"As perguntas demonstram, em primeiro lugar, falta de compreensão sobre as atribuições de cada órgão e, em seguida, uma tentativa irresponsável de atribuir culpa a uma das vítimas da violência entre torcidas organizadas: a Companhia do Metropolitano de São Paulo (que sofreu um prejuízo físico de R$ 19 mil em consequência do quebra-quebra) e de seus milhares de usuários, que ficaram à mercê da ação de vândalos e sem transporte por cerca de 50 minutos”, disse a assessoria à publicação.

Na semana passada, metroviários participaram da reunião da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e pediram para que a operação nos finais de semana ganhem reforço para prevenir riscos.

"É de fato uma responsabilidade dos metroviários, mas não é possível cumprir todas as funções adequadamente com uma equipe tão pequena trabalhando. É desproporcional o número de seguranças e o número de torcedores. Por isso, estamos pedindo reforços", disse Flávio Godoi, ex-presidente do Sindicato dos Metroviários, durante a reunião.

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