Rosenberg se defende em polêmica dos contratos escusos das obras da Arena Corinthians

Rosenberg se defende em polêmica dos contratos escusos das obras da Arena Corinthians

Por Meu Timão

Rosenberg negou ter autorizado cláusulas suspeitas

Rosenberg negou ter autorizado cláusulas suspeitas

Foto: Meu Timão

O ex-vice-presidente de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, se pronunciou nesta segunda-feira sobre a polêmica envolvendo contratos escusos entre a Odebrecht e duas empresas que prestaram serviços durante as obras da Arena Corinthians. O ex-dirigente havia sido citado em meio às declarações de defesa das fornecedoras.

Na semana passada, tornaram-se públicas cláusulas nos contratos entre a Odebrecht e as empresas Temon (instalações hidráulicas e elétricas) e com a Heating & Cooling (ar-condicionado) que previam, no caso de sobras em relação ao orçamento das obras, que a economia do dinheiro fosse dividida entra a construtora e as fornecedoras. Tais contratos foram validados pelo arquiteto Jorge Borja, contratado pelo Corinthians para atuar como fiscal das obras.

Tais acordos contrariam o contrato firmado entre o Corinthians e a Odebrecht em 2011, que previa realocação de dinheiro eventualmente economizado em outras despesas da construção da Arena. Não à toa, o clube já se pronunciou e avisou que tais denúncias estão sendo averiguadas pela auditoria do estádio, que deve apresentar relatórios finais nas próximas semanas.

"Não autorizei Jorge Borja, arquiteto responsável em fiscalizar a obra pelo Corinthians, a assinar a ordem de serviço autorizando a partilha de verba de reengenharia", afirmou Rosenberg, em entrevista publicada pela TV Globo.

No último sábado, também na TV Globo, um representante da Heating & Cooling afirmou que "a negociação do valor foi feita exaustivamente pelo pessoal da Odebrecht, com a concordância do valor final pelo Luis Paulo Rosenberg (ex-vice de marketing do Corinthians)".

Fato é que o montante envolvido nessas operações obscuras é na casa dos milhões. O contrato da Odebrecht com a Temon estava avaliado em R$ 31,5 milhões (55% das sobras ficariam com a construtora; 45%, com a fornecedora). Já o acerto com a Heating & Cooling era de R$ 11,8 milhões (50% de eventuais sobras para cada parte).

Odebrecht, Temon e Heating & Cooling negam irregularidades.

"As solicitações e o material necessário para o clube fazer a auditoria estão disponibilizados no Fundo (Imobiliário responsável pela gestão da Arena) desde outubro de 2015, que foi quando finalizamos o trabalho aqui", argumentou Ricardo Corrégio, diretor de contratos da Odebrecht.

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