Erro administrativo com Moisés foi o quarto do Corinthians nos últimos cinco anos

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Flávio Adauto (foto) e Alessandro assumiram o vacilo com Moisés

Flávio Adauto (foto) e Alessandro assumiram o vacilo com Moisés

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O erro do Corinthians que poderia ter causado a eliminação precoce da equipe na Copa do Brasil, admitido e lamentado pela diretoria, não foi inédito na história do clube. Pelo contrário. O problema administrativo do lateral-esquerdo Moisés antes do duelo com a Caldense, em Poços de Caldas (MG), foi o quarto do Timão nos últimos cinco anos.

O primeiro deles ocorreu no Brasileirão 2012, antes de um duelo diante do Bahia, no Pacaembu. Tite, hoje na Seleção Brasileira, relacionou quatro estrangeiros, número acima do limite permitido pela CBF que era de três naquela ocasião.

O Corinthians só não perdeu seis pontos porque na chegada da delegação ao estádio um dos repórteres questionou a assessoria de imprensa do clube sobre a situação. Alertado, o gerente de futebol Edu Gaspar conversou com Tite nos vestiários e o chinês Zizao acabou cortado do banco. Os três estrangeiros utilizados pelo treinador foram Martínez (ARG), Guerrero (PER) e Ramírez (PER).

Depois da partida, o técnico Tite admitiu o vacilo que poderia ter custado caro. "Errei. Preferi manter um jogador de seleção peruna (Ramirez), que tem um peso bem maior", disse, constrangido.

No ano seguinte, um novo erro. E, assim como agora diante da Caldense, quase a eliminação precoce na Copa do Brasil. Na edição de 2013, o Corinthians viajou a Lucas do Rio Verde (MT) para enfrentar a Luverdense, pelas oitavas de final. Tite optou por não levar Paulo André que estava com desgaste físico, dando chance a Felipe atuar ao lado de Gil. Como opção no banco, o recém-chegado Cléber.

O problema é que Cléber já havia disputado o torneio nacional pela Macaca e, obviamente, não poderia fazer o mesmo com a camisa do Corinthians. Alertada, a comissão técnica retirou o defensor do jogo. Tite, então, foi para o estádio sem nenhum zagueiro no banco de reservas, tendo como opções Danilo Fernandes, Edenilson, Maldonado, Jocinei, Douglas, Emerson Sheik e Léo.

OUTRO ERRO, SEM PONTO EM RISCO

Outro erro administrativo marcou esses últimos cinco anos do Corinthians. Erro esse, porém, que não fez o clube correr qualquer risco de perder pontos ou ser eliminado precocemente. O problema foi registrado durante a brilhante participação da equipe na Copa Libertadores de 2012, mais precisamente antes da partida contra o Emelec, no Equador, pelas oitavas de final.

A delegação já estava reunida na sala de embarque do Aeroporto Internacional de Cumbica quando o técnico Tite foi informado de que Marquinhos, de 17 anos, não poderia seguir com o grupo. A Polícia Federal não deixou que o atleta embarcasse para Lima, no Peru (onde o voo alvinegro fez a sua primeira parada) por falta de uma autorização dos seus pais.

Marquinhos, que era a novidade no elenco nesta fase da Libertadores, após herdar a vaga e o número 10 na camisa de Adriano, ficou irritado pelo problema administrativo, que não foi antecipado por ninguém do clube. "Vou precisar de uma autorização dos meus pais, com firma reconhecida", explicou o jogador em poucas palavras, enquanto deixava o aeroporto.

Veja mais em: Moisés e Diretoria do Corinthians.

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