Impeachment de Roberto de Andrade não é bom para Corinthians, diz presidente do Conselho

Impeachment de Roberto de Andrade não é bom para Corinthians, diz presidente do Conselho

Por Meu Timão

Roberto de Andrade pode deixar o cargo de presidente do Corinthians na próxima segunda-feira

Roberto de Andrade pode deixar o cargo de presidente do Corinthians na próxima segunda-feira

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Muitos torcedores e conselheiros do Corinthians se animam com a chegada da próxima segunda-feira, quando será votado se Roberto de Andrade sofrerá ou não impeachment do cargo de presidente do Corinthians. Há, no entanto, um outro lado a ser considerado neste cenário, conforme apontado pelo presidente do Conselho Deliberativo do Timão, Guilherme Strenger.

"Evidentemente que não é uma coisa boa para o Corinthians, mas a mim não cabe analisar o mérito da questão. Eu apenas, como presidente do Conselho, cumpro o que diz o estatuto. Os conselheiros é que julgarão se aquilo que consta no pedido procede ou não", declarou, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

"Eu digo que o impeachment como procedimento, em qualquer clube, obviamente tem seus aspectos negativos. Se estiver negociando algum patrocínio, por exemplo. Mas ele existe, está disposto no estatuto do clube, e o que vamos ter que julgar é se realmente os motivos que ensejaram esse pedido são procedentes ou não", completou.

Em tese, o processo de impeachment movido contra Roberto de Andrade é justificado por assinaturas em documentos feitas pelo dirigente como mandatário do clube mesmo se tratando de datas anteriores a sua posse. Os responsáveis pelas denúncias entendem ter havido fraude por parte do presidente corinthiano.

Na prática, contudo, é praticamente consenso no Parque São Jorge que há questões políticas por trás de uma possível saída de Roberto de Andrade. A forma como o presidente vem administrando o clube, buscando sanar problemas financeiros em detrimento do investimento no departamento de futebol, é vista com maus olhos por torcedores e conselheiros.

"É um procedimento administrativo, mas naturalmente sua decisão envolve, não se pode negar, questões políticas. Ele estabelece regras objetivas para que enfim ocorra o pedido de destituição. Mas os que votam, na verdade, não estão obrigados a dizer por que estão votando a favor ou contra. Pura e simplesmente votarão", sintetizou Strenger.

Em tempo: em caso de desfecho negativo para o atual presidente, este entrega o cargo para André Luiz de Oliveira, o André Negão, vice-presidente do Corinthians. Tomadas as medidas necessárias, Roberto de Andrade aguarda a realização da assembleia decisiva entre 30 e 60 dias.

Veja mais em: Impeachment.

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