Prestes a rever Inter, Jô condiciona momento à família e prevê decisão na Arena

Prestes a rever Inter, Jô condiciona momento à família e prevê decisão na Arena

Por Meu Timão

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Jô soma seis gols em 22 partidas pelo Corinthians em 2017

Jô soma seis gols em 22 partidas pelo Corinthians em 2017

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Jô foi o centro das atenções no Corinthians no dia posterior à vitória por 2 a 0 sobre o rival São Paulo. Com quatro gols em quatro clássicos desde que retornou ao clube em que se formou, no fim de 2016, o jogador descreveu a sensação de satisfação em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, mas não escondeu a pressão por continuar a decidir jogos a favor do Timão.

"Satisfação grande, todos os jogadores estão assim por causa da partida que fizemos ontem (domingo), dá uma confiança grande. É tudo o que o jogador precisa. Mas não tem nada resolvido, a equipe adversária merece muito respeito", disse Jô.

Passada a euforia do triunfo no estádio do Morumbi, o elenco alvinegro se volta à disputa da Copa do Brasil. O Corinthians enfrenta o Internacional nesta quarta-feira, duelo que será especial para o centroavante alvinegro. Jô defendeu as cores do time gaúcho entre 2011 e 2012 e, apesar do carinho que ainda mantém pelos colorados, tem recordações nada positivas daquele período.

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Sincero, Jô, hoje com 30 anos, revelou a principal diferença do atual atacante do Corinthians para aquele do Internacional. "Hoje sou uma pessoa temente a Deus, cristão. Ali foi um período da minha vida em que só pensei em mim mesmo, achava que minhas atitudes não teriam consequências graves. Se você pegar oito meses, fiz uns três jogos bons, uma passagem muito ruim da minha vida profissional", assumiu.

"Hoje a vida é diferente, sou uma pessoa mais centrada, valorizo minha família, o futebol, cuido muito da minha vida, do meu corpo e as coisas dentro de campo fluem. Pode ser hipocrisia, mas vale a pena se cuidar e cuidar da sua família", valorizou o camisa 7.

Jô não participou do embate de ida com o Internacional, na última quarta-feira, que terminou empatado em 1 a 1, porque foi preservado pela comissão técnica de Fábio Carille em virtude do desgaste físico. Para Jô, a equipe do Parque São Jorge possui o discernimento de que se trata de outra competição e, portanto, requer outro tipo de preparação.

"Não dá pra achar que eles virão tranquilos, eles vão vir pra cima. Vou me esforçar pra ajudar o Corinthians, o desempenho vai de acordo com minha vontade. Espero que a gente saia com a classificação", projetou. "Trata-se de uma decisão de Copa do Brasil, um ex-clube meu, onde foi punido por erros meus. Mas é um jogo diferente, vou concentrado como sempre venho, querendo ajudar o Corinthians", concluiu.

CONFIRA OUTROS TRECHOS DA COLETIVA DE JÔ

Rei dos clássicos?

Eu não gosto, porque são comparações pesadas, trazem uma responsabilidade maior. Claro que é inevitável a gente receber várias imagens, brincadeiras. Eu aceito na boa, mas não coloco na minha cabeça. Porque cheguei ao Corinthians quietinho no meu canto. Posso não ser um dos melhores do Brasil, mas faço meu trabalho bem feito.

Quarta força

Primeiro teve a humildade de reconhecer que todo mundo tinha que marcar, não só jogar, e ter uma consistência defensiva boa. O Fábio disse que precisaríamos ter uma organização tática boa e depois evoluir na parte da criação e finalização. Nosso time tomou isso como padrão, toma poucos gols de infiltração, bola cara a cara com goleiro. Estamos evoluindo esse jogo, acertamos passes, que vínhamos pecando muito. Vimos nossos erros e começamos a acertar, as coisas fluindo, o ataque foi eficiente, acertamos o gol cinco vezes e fizemos dois gols, é uma evolução boa, jogando como treina.

Menos badalado entre os atacantes dos clubes paulistas

Prefiro nem ser tão badalado, continuar na minha, fazendo meu trabalho. O Pratto e o Borja têm passado recente bom, valores altos, e eu vim de seis meses sem jogar. É natural que as coisas pendam para o outro lado, mas fazendo meu trabalho as coisas vão mudando de lugar.

Jovens da base

Eu trato esses meninos como filhos, brinco com eles, porque a gente trata bem, não judia como éramos judiados. Era outra época, existia hierarquia. Eles escutam, mas não respeitam (risos). Eles são meninos bons, de capacidade fantástica, o Arana se destacando muito, fazendo um bom começo de ano. E ele é do meu bairro, fazemos o L para homenagear a Zona Leste, onde fomos criados.

Possível ausência de Jadson

É um cara que controla muito bem o jogo, sabe a hora de acelerar, cadenciar. Já provamos outras vezes que quem entrou foi bem, deu outra dinâmica. Mas o Jadson com certeza faz falta. Ainda não sabemos qual é a real situação, mas se ele não puder temos jogadores capacitados.

Veja mais em: , Copa do Brasil e Majestoso.

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