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Herdeiro da camisa 5, Gabriel comemora comparação com Ralf no Corinthians

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Gabriel, em ação contra a Universidad de Chile, na Arena, pela Copa Sul-Americana

Gabriel, em ação contra a Universidad de Chile, na Arena, pela Copa Sul-Americana

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Contratado no início da temporada, Gabriel soma 23 jogos pelo Corinthians, marca suficiente para ser apontado como herdeiro da camisa 5. Não do número em si, mas do que ele representa: um volante de grande aplicação tática, capaz de proteger a defesa da equipe com regularidade e, principalmente, personalidade. Em outras palavras, um sucessor para Ralf.

Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, no CT Joaquim Grava, Gabriel disse ficar contente com as comparações envolvendo seu nome e o de Ralf, que deixou o Timão no começo de 2016 para atuar no Beijing Guoan, da China. Sincero, o atual dono da camisa 5 revelou ter acompanhado a carreira do ídolo alvinegro, jamais expulso em seis anos no Parque São Jorge.

“Fico feliz com a comparação. O Ralf fez uma história linda no Corinthians, respeito muito. Pude acompanhar pela TV e depois jogando. Eu procurei chegar aqui e fazer a minha também. São estilos de jogos parecidos, com entrega, dedicação em campo. Vou tentar seguir nessa linha, mas não sou só eu, o grupo está de parabéns pelo que vem fazendo”, afirmou Gabriel, que valorizou o sistema defensivo montado pelo técnico Fábio Carille.

Leia mais: Com quase um time inteiro pendurado, Carille descarta poupar jogadores na primeira decisão

“Se não me engano, temos a melhor defesa do campeonato. A gente vai procurar manter isso nesses dois jogos que faltam. Precisamos continuar com o trabalho, posicionamento, conversas com o Carille... A cada dia nos cobramos para errar menos. Mesmo nas vitórias e classificações, temos a evoluir”.

Titular absoluto sob o comando de Carille e finalista do primeiro Campeonato Paulista da carreira pelo Corinthians, Gabriel se lembrou das críticas que recebeu após as primeiras atuações pelo time: o excesso de cartões amarelos, problema, segundo ele, já superado.

Fiquei sete ou oito jogos sem tomar cartão, jogando em alto nível, mantendo a pegada. No começo falaram muito de estar tomando cartão. Agora é manter, fico feliz pelos números, vou procurar manter essa média até o final do campeonato. Mas o principal é ser campeão. Não adianta ser o maior ladrão de bola ou o artilheiro e não conquistar o título”, concluiu.

Corinthians e Ponte Preta decidem o título paulista a partir do próximo domingo, às 16h (de Brasília), em Campinas. O segundo e decisivo confronto está marcado para o dia 7 de maio, no mesmo horário, na Arena Corinthians.

Veja mais em: Gabriel, Ralf e Ídolos do Corinthians.

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