Serginho diz que já não acreditava na possibilidade de jogar pelo Corinthians

Serginho diz que já não acreditava na possibilidade de jogar pelo Corinthians

Por Meu Timão

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Serginho durante preleção no tour da Arena Corinthians

Serginho durante preleção no tour da Arena Corinthians

Divulgação/Corinthians

Aos 41 anos, Serginho Escadinha ainda tem muita lenha para queimar. Agora estrela do Corinthians/Guarulhos, equipe de voleibol profissional do Timão, o líbero quatro vezes finalista dos Jogos Olímpicos nem sempre pensou assim. Em participação no programa Bem, Amigos!, do SporTV, o ex-atleta da Seleção Brasileira revelou que já não acreditava na possibilidade de defender as cores do clube do coração.

Feliz demais, mas achei que depois da Olimpíada eu não ia conseguir. Sempre tive esse sonho. Como estou em final de carreira, eu falo que sou um ex-jogador em atividade, né, porque eu acho que já parei de jogar”, disse Serginho, em tom bem-humorado.

O recém-criado Corinthians/Guarulhos, uma parceria do Corinthians com a cidade da região metropolitana de São Paulo, se prepara para a disputa da Taça Ouro, que terá início em agosto. O planejamento do time comandado por Alexandre Stanzioni é ser campeão do torneio e, assim, garantir vaga na próxima edição da Superliga, principal campeonato de vôlei do país.

Veterano do Timão, Serginho conta como tudo começou. “Uma coisa interligou a outra. Comecei a fazer minhas categorias de base em Guarulhos, e hoje o time é Corinthians/Guarulhos. Então o prefeito abriu as portas para que a gente levasse o time do Corinthians para a cidade de Guarulhos no mesmo ginásio em que comecei a jogar. Então eu vou ter a oportunidade de encerrar a minha carreira no time, no ginásio e na cidade que me abriu as portas quando eu era moleque”, lembrou o multicampeão.

Apesar da euforia pelo novo projeto, o líbero não deixou de demonstrar temor em relação ao futuro do vôlei brasileiro. De acordo com o jogador, a falta de investimentos nas categorias de base causou visível declínio técnico.

“Hoje a seleção tem uma base, acho que só saí eu. A estrutura é a mesma. Porém, para daqui a dois ciclos olímpicos, isso me preocupa bastante, porque o nível técnico das categorias de base da seleção brasileira caiu muito, até dos clubes caiu muito. Acho que até pela falta de investimento”, explicou Serginho.

“(...) o Minas sempre tem um time ali, sempre investe na base. O Cruzeiro, que é o atual campeão brasileiro e campeão mundial, está fazendo um trabalho. E o próprio Sesi também. Mas só que se você for contar quantas pessoas praticam o esporte no país, só para ter três, quatro times que revelam jogadores, é muito pouco”, finalizou.

Veja mais em: Vôlei do Corinthians.

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