Goleiro Cabeção, ídolo da década de 50, completa 87 anos nesta quarta-feira

Goleiro Cabeção, ídolo da década de 50, completa 87 anos nesta quarta-feira

Goleiro é até hoje lembrado como único que fez frente a Gilmar

Goleiro é até hoje lembrado como único que fez frente a Gilmar

Foto: Divulgação/Corinthians

Cria da base do Corinthians, o goleiro Luiz Mario, mais conhecido como Cabeção, foi promovido ao time profissional em 1950. Após temporada de estreia na reserva, o arqueiro tomou a posição absoluta no ano seguinte e foi importante na conquista do Campeonato Paulista de 1951, quebrando um jejum de dez anos sem o caneco. Nesta quarta-feira, o ex-jogador completa 87 anos.

Apesar do enorme passo dado logo em sua segunda temporada no grupo principal do Timão, engana-se quem pensa que Cabeção parou por aí. No ano seguinte ao seu primeiro título estadual com o clube, acabou retornando ao banco de reservas, perdendo posição para Gilmar dos Santos Neves, goleiro que posteriormente se consagrou bicampeão do mundo com a Seleção, em 1958 e 1962. Mesmo na reserva, conquistou seu segundo Paulistão naquele ano.

Duas temporadas depois, em 1954, Cabeção aproveitou as constantes convocações do concorrente de posição e voltou ao 11 inicial alvinegro. Com o bom rendimento, o goleiro acabou convocado para a Seleção que foi a Copa do Mundo daquele ano - na oportunidade, ficou no banco de Carlos José Castilho. Neste mesmo ano acabou negociado pelo Timão, mas retornou ao clube em 1958 e permaneceu até o 1967.

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Além dos títulos e dos bons momentos, Cabeção também esteve envolvido em algumas histórias bem exóticas. Uma delas, por exemplo, dizia que ele tinha dificuldade com partidas a noite por não enxergar a bola. O boato, porém, se espalhou após uma brincadeira do atacante Claudio.

Desde os oito anos de idade no Corinthians, Cabeção encerrou sua carreira com 326 jogos disputados pela equipe profissional, com 419 gols sofridos. Além desse período, o ex-arqueiro ainda treinou a equipe em uma oportunidade, como interino, no Paulistão de 1976. Com os títulos estaduais (1951 e 1954) e dois torneios Rio-São Paulo, Luiz Gomes é um dos nomes eternizados na Calçada da Fama do Corinthians, que fica no memorial do clube.

Veja mais em: Ídolos do Corinthians.

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