Em avaliação, Caixa deixa claro temor com calote do Corinthians por parcelas da Arena

Em avaliação, Caixa deixa claro temor com calote do Corinthians por parcelas da Arena

Por Meu Timão

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Corinthians voltou a pagar empréstimo da Caixa em 2017

Corinthians voltou a pagar empréstimo da Caixa em 2017

Foto: Bruno Teixeira Rolo

Corinthians e Caixa selaram um novo acordo, em dezembro do ano passado, para retomar o pagamento das parcelas do financiamento da Arena. O clube não vinha arcando com os valores há mais de um ano e meio. Apesar do novo trato, o banco estatal vê, segundo avaliação interna, a chance de calote alvinegro como muito grande. As informações são da Folha de S. Paulo.

O temor do banco ficou claro após o portal ter acesso a e-mails confidenciais sobre a auditoria. Na avaliação, o Timão foi classificado com a nota "E", que diz que o clube tem "capacidade para arcar com o compromisso bastante limitada". Diante disso, a Caixa tentou garantir repasses do Fiel Torcedor e do contrato com a Nike - ambos negados pelo clube.

A troca de mensagens é justamente sobre o novo acordo com o Corinthians pelo pagamento das parcelas do empréstimo, que totalizam R$ 400 milhões. Além de alertar para o risco de calote, o banco também deixa claro que essa renegociação só ocorreu por falta de pagamentos.

"A proposta advém de um cenário de constantes frustrações e descumprimentos no âmbito da operação (...), não estão sendo atendido as premissas de receitas, custas e despesas (...), fica evidente que o fluxo de caixa atual do projeto será incapaz de honrar com os compromissos financeiros da Arena", diz uma das mensagens.

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Apesar de tantas ressalvas, a Caixa aceitou a nova proposta como uma última chance de banco, Corinthians e Odebrecht cumprirem o contrato de pagamento do estádio em Itaquera. A expectativa é que as parcelas sejam quitadas agora, evitando qualquer tipo de processo judiciário.

Entre as atitudes para evitar problemas de inadimplência, a empresa estatal tentou, além dos já citados Fiel Torcedor e contrato com a Nike, a alienação fiduciária (uma espécie de "empréstimo de propriedade" ) do Parque São Jorge e a hipoteca secundária do local - avaliada em R$ 207 milhões.

Vale destacar que, na retomada do pagamento, o Corinthians tem depositado pouco mais da metade das parcelas mensalmente ao banco. Pelo menos é isso que garante Emerson Piovezan, ex-diretor financeiro do Corinthians. O profissional também deixa claro que as garantias ainda estão sendo negociadas e devem ser definidas pelo próximo presidente - a eleição acontece no dia 3 de fevereiro.

Veja mais em: Arena Corinthians.

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