Corinthians, Odebrecht e mais dois são condenados a devolver R$ 400 milhões por construção da Arena

Corinthians, Odebrecht e mais dois são condenados a devolver R$ 400 milhões por construção da Arena

Por Meu Timão

42 mil visualizações 591 comentários Comunicar erro

Arena Corinthians segue rendendo problemas financeiros ao clube

Arena Corinthians segue rendendo problemas financeiros ao clube

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Nesta quarta-feira, os problemas relacionados à Arena Corinthians ganharam um novo capítulo. Após ação popular, a Justiça Federal do Rio Grande do Sul condenou o clube, a Odeberecht, a Arena Itaquera e Jorge Fontes, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, a devolverem R$ 400 milhões para o banco estatal. As informações são do UOL Esporte.

A ação foi ajuizada em 2013, pelo advogado Antônio Pani Beiriz - o mesmo que, em 2012, tentou impedir que a Caixa patrocinasse o Corinthians. O argumento do autor passa pela linha de crédito criada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em 2009. Os repasses desse crédito, que gira em torno de R$ 4,8 bilhões para construções e reformas, seriam feitos pelo Banco do Brasil.

Na oportunidade, a Arena Corinthians não foi aprovada, por não apresentar as garantias necessárias. Mesmo diante disso, a Caixa aceitou financiar o estádio, assumindo todos os riscos. Esse acordo seria, para o advogado, prejudicial ao patrimônio público.

Leia também:
Há seis anos, Ralf marcava gol histórico na estreia do Corinthians na Libertadores de 2012
Após ação de Paulo Garcia, Justiça decide apreender computadores usados em eleição do Corinthians
Anemia faz Pedrinho 'sumir' no Corinthians; Carille fala em reintegração 'daqui a pouco'

Além de questionar a decisão do banco, apontando motivações políticas para o acerto, o autor da ação acredita que o Corinthians não é dono do terreno em que o estádio foi construído. O documento ainda cita o empréstimo de R$ 400 milhões a uma empresa que só detinha 1 mil de patrimônio total - a Arena Itaquera S.A.

"Um repasse milionário de dinheiro público, captado por uma empresa privada especialmente criada para este fim e com capital social no valor de R$ 1 mil, embasado em garantias incertas e que beneficiou, além de um time de futebol, uma construtora contratada sem licitação", resume a juíza federal Maria Isabel Pezzi Klein, da 3ª Vara Federal de Porto Alegre.

Do lado dos acusados, o discurso é de que a transação foi completamente regular, tendo todas as garantias previstas. A juíza, no entanto, deixou claro que enxerga as garantias como incertas, visto que dependiam da eficiência ou não da exploração comercial da Arena.

"Ao fim de quatro anos, apenas, pequena parcela do principal foi paga, restando uma imensa dívida impontual, em evidentes prejuízos a CEF. E, é claro, porque estamos falando de recursos públicos federais, a maior prejudicada é, sem dúvida, a União Federal", diz parte do documento.

Veja mais em: Arena Corinthians.

Veja Mais:

  • Corinthians de Fagner sofreu terceiro revés seguido para o Cruzeiro e segue perto do Z4

    Com um a menos de novo, Corinthians perde do Cruzeiro e flerta com rebaixamento

    ver detalhes
  • Cássio foi a “boa notícia” do Corinthians em Belo Horizonte

    Cássio é eleito o melhor do Corinthians no Mineirão; dupla beira nota zero

    ver detalhes
  • Douglas foi expulso no fim do primeiro tempo e prejudicou Timão no Mineirão

    Torcida do Corinthians detona Douglas, Avelar e Jair por derrota; veja comentários

    ver detalhes
  • Timão vem patinando sob o comando do técnico Jair Ventura

    Corinthians se segura em 13º, mas pode terminar rodada a dois pontos do Z4

    ver detalhes

Comente a notícia:

  • 1000 caracteres restantes