9.3K 146 Reportar erro
Cronograma
Romeu Tuma Júnior detalha calendário para reforma do estatuto do Corinthians
Por Matheus Fiuza, Alexandre Gimenes e Rodrigo Vessoni
Nesta segunda-feira, Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo (CD) do Corinthians, divulgou o cronograma para a reforma do Estatuto do Corinthians. O conselheiro afirmou que as apresentações começam já neste mês.
"Agora, no mês de setembro, a Comissão de Reforma do Estatuto vai concluir o seu trabalho e apresentar o pré-projeto para mim, à presidência do Conselho. Em outubro, nós vamos, de acordo com o projeto inicial que vocês já devem ver, está no site quando foi criado o cronograma da reforma ano passado. Já vamos ter um mês para que sejam feitas todas as análises, um debate mais alargado com alguns grupos, com algumas lideranças, com alguns coletivos que nós temos por aí, inclusive para estabelecer as formas de votação", iniciou em entrevista coletiva no Parque São Jorge.
Nos próximos dias, a ideia é ter o projeto apresentado pela Comissão de Reforma do Estatuto ao Conselho Deliberativo. No mês seguinte, a proposição passa por análise e debate do formato da votação com lideranças, coletivos e outras figuras. Em novembro e dezembro, a expectativa é de que a proposta seja votada pelos conselheiros e pelos associados do clube, respectivamente. Tuma destacou que as discussões devem ocorrer em blocos temáticos para que uma parte possivelmente rejeitada não inviabilize todo o processo.
“A gente vai coordenar esse trabalho para, quando chegar para a votação, a gente já tenha um encaminhamento dado para que a gente possa concluir essa votação na sequência desse cronograma, para que ela aconteça em novembro no plenário do Conselho e, em dezembro, a gente espera concluir essa reforma, com a votação da Assembleia Geral dos Associados. A gente pretende, dentro dessa construção de votação, que leve tanto para o Conselho quanto para a Assembleia um modelo de votação que a gente possa levar essas cláusulas, esses ativos que tenham um pouco mais de resistência, que tenham mais de uma batida, de uma forma que eles sejam isolados, como se fosse o Congresso votando em separadas, para que não prejudiquem toda a reforma”, explicou.
“Essas cláusulas serão votadas separadas, sempre na mesma votação, no mesmo dia, mas que, se alguma cláusula não for aprovada ou for aprovada uma cláusula diferente da outra, ela possa ser incorporada no projeto, mas não prejudique. Antigamente, era feito de um bloco só, o projeto inteiro para votação. Então, se os conselheiros ou os associados depois entendessem que tinha uma, duas, dez cláusulas que não fossem do gosto de toda a assembleia, seja no Conselho ou depois na assembleia-geral, acabava prejudicando a reforma. O calendário estabelecido é esse. A gente vai se esforçar muito para que ele seja cumprido. Isso foi uma promessa minha desde que eu fui candidato à presidência do Conselho, que a gente ia fazer essa reforma, nós vamos fazer tudo possível e, se Deus quiser, até o impossível para que ela seja deliberada ainda esse ano, dentro desse calendário que eu coloquei”, completou Tuma.
Nos últimos meses, diversas vertentes levantaram voz à reforma da constituição corinthiana, que foi atualizada em 2008. A Gaviões da Fiel, principal organizada do clube, fez diversos protestos e publicou uma proposta apresentada ainda em 2024 . Além disso, o Coletivo Voz Corinthiana também tem sido ativo para revitalizar o documento , sobretudo com cobranças para maior participação dos torcedores não sócios nas decisões cotidianas do Timão.
"Nós temos algumas propostas, vou dar alguns exemplos apenas para vocês terem um entendimento. Por exemplo, o voto oficial do Fiel Torcedor, a eleição individual de conselheiros ou em chapas, a questão que surgiu agora do uso de cartão corporativo, que nunca foi regulada, nem administrativamente, nem tem nenhuma previsão estatutária. A questão da regulação de atuação, contratação de parentes de conselheiros, tanto para atuação profissional nos nossos esportes na base, quanto como funcionários do clube", completou Tuma.
Caso a reforma avance e seja aprovada, os novos moldes já seriam válidos para a próxima eleição presidencial, marcada para o fim de 2026.





