Assembleia Geral da reforma do Estatuto está marcada para 20 de junho no Parque São Jorge

Assembleia Geral da reforma do Estatuto está marcada para 20 de junho no Parque São Jorge

Foto: Gustavo Lima e Matheus Pogiolli/Meu Timão

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Negativa

Juiz rejeita embargos de conselheiro e mantém formato de Assembleia sobre reforma do Estatuto

A Justiça negou, nesta quarta-feira, o pedido do conselheiro do Corinthians, Felipe Ezabella, para restringir a pauta da Assembleia Geral (AG) marcada para o dia 20 de junho. A decisão é do juiz Rafael Viotti Schlobach, da 3ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, e mantém o formato original do pleito: os associados do Parque São Jorge votarão tanto o texto-base do novo Estatuto quanto os 15 tópicos específicos aprovados pelo Conselho Deliberativo (CD) entre abril e maio.

Ezabella havia ingressado na Justiça para que a AG se limitasse aos 15 pontos que o CD aprovou, excluindo da pauta o texto-base do novo estatuto, que o mesmo colegiado rejeitou. O conselheiro é o mesmo responsável por derrubar judicialmente a primeira Assembleia Geral convocada para tratar da reforma estatutária, por meio de uma liminar obtida dias antes da data da reunião.

O caso era tratado até então como um procedimento de jurisdição voluntária, modalidade reservada a situações sem conflito claro entre as partes. Com a entrada de Ezabella no processo, Schlobach entendeu que havia uma disputa de interesses relevante e determinou a conversão para a jurisdição contenciosa, o rito adequado quando as partes estão efetivamente em lados opostos. Ezabella foi incluído no polo passivo da ação e terá 15 dias para apresentar contestação. O Corinthians, por sua vez, passa a figurar no processo como terceiro interessado.

A ação original foi movida por seis associados ligados aos coletivos Voz Corinthiana e Família Corinthians, que anteciparam possíveis tentativas de judicialização e foram à Justiça para garantir a realização do pleito. Em sua manifestação, Ezabella chegou a atacar os autores, alegando que são filiados à corrente política do presidente afastado do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, licenciado do cargo desde abril. Tuma foi o responsável por, ainda em 2024, nomear os integrantes da Comissão de Reforma do Estatuto que redigiu o texto final do projeto.

O magistrado rejeitou os embargos de declaração apresentados por Ezabella contra a decisão anterior, que já havia mantido a Assembleia. Na avaliação do juiz, a decisão embargada foi clara, coerente e fundamentada, analisando expressamente a regularidade formal do ato convocatório e a competência privativa da Assembleia Geral dos associados para deliberar sobre a reforma do estatuto social.

Além disso, Schlobach entendeu que o pedido de Ezabella não apontava omissão, contradição, obscuridade ou erro material na decisão, mas sim inconformismo com a interpretação adotada pelo juízo, o que exige um recurso próprio e não comporta rediscussão por meio dos embargos de declaração.

Com a confirmação da decisão, a Assembleia Geral do dia 20 de junho está mantida no formato determinado por Leonardo Pantaleão, presidente em exercício do Conselho Deliberativo, que ao convocar o pleito incluiu tanto o texto-base quanto os 15 tópicos específicos na pauta de votação.

Veja mais em: Conselho do Corinthians e Parque São Jorge.

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