Corinthians estuda corte de funcionários para diminuir déficit; clube não quer vender jogadores

Corinthians estuda corte de funcionários para diminuir déficit; clube não quer vender jogadores

Por Meu Timão

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Departamento Financeiro do Corinthians busca soluções para números negativos do último b

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Agência Corinthians

Há pouco mais de duas semanas, o Corinthians divulgou o balanço financeiro de 2017. O resultado não é positivo: o déficit foi de R$ 35 milhões. À frente do departamento financeiro desde fevereiro, quando Andrés Sanchez assumiu a presidência, Wesley Melo traça estratégias para diminuir esse prejuízo. Apesar de importante, a venda de jogadores não é tratada como 'plano A'.

"A gente espera conseguir manter esses jogadores e que haja novas receitas. Eu seria hipócrita se dissesse que venda de jogador não é importante para fechar conta. Historicamente, é. Tem sido. Mais de 20% das receitas do ano passado foram de vendas. De qualquer forma, isso vai acabar acontecendo. O Jô já foi vendido neste ano. Mas o Corinthians também está muito atrativo, é campeão, tem estrutura, jogadores querem vir para o clube, e não sair. O próprio Balbuena é um caso. Ele queria ficar, e a gente conseguiu fazer uma proposta para ele ficar", afirmou, em entrevista ao GloboEsporte.com.

"Não existe obrigação de vender, não seria justo com o Carille tratar o jogador como mercadoria, uma hora o técnico tem, na outra, não", completou.

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Enquanto o plantel alvinegro não deve ser motivo de baixas para oxigenar os caixas do clube, outras áreas não estão livres de futuros cortes. Segundo o diretor, um levantamento inicial revelou mais de mil funcionários ligados ao Corinthians.

"Acredito mais numa ação efetiva de corte de custos e busca por receitas. O clube é muito grande, são mais de 700 funcionários. Se somarmos pessoas jurídicas, dá mais de mil. Pretendemos ter uma análise de cargos e salários para buscar redução. Vivemos momento delicado, se não dá para contar com ações de fora, o que está na nossa mão é preciso fazer. De maneira inteligente, obviamente", disse.

Além da extensa folha salarial, também pesou para o déficit de 2017 o fato do clube não ter um patrocinador máster e ter de arcar com parte do pagamento da Arena, como explica Wesley Melo: "Aumento de custo e queda de receitas. Não tivemos um patrocinador máster, as luvas pela assinatura do contrato de TV não se repetiram, e também tem a questão da arena. Tivemos que assumir custos de aproximadamente R$ 25 milhões com a arena em 2016 e 2017. A junção desses fatores explica 95% desse déficit".

Veja mais em: Diretoria do Corinthians.

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