Maldonado relembra estágio no Corinthians e cita três jogadores que gostaria de levar ao Colo-Colo

Maldonado relembra estágio no Corinthians e cita três jogadores que gostaria de levar ao Colo-Colo

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Maldonado atendeu a reportagem do Meu Timão no hotel na cidade de Atibaia

Maldonado atendeu a reportagem do Meu Timão no hotel na cidade de Atibaia

Foto: Rodrigo Vessoni / Meu Timão

Não é exagero dizer que Claudio Maldonado será um obstáculo a mais para o Corinthians nos duelos com o Colo-Colo, dias 8 e 29 de agosto, pela Copa Libertadores. Afinal, o ex-volante, que hoje é auxiliar-técnico do clube chileno, conhece bastante o Timão e seus jogadores.

Um conhecimento que é fruto do período de quase três meses que esteve no CT Joaquim Grava, numa espécie de estágio com Fábio Carille, que aceitou dividir tudo que fazia e falava com seus jogadores no local de treinamentos alvinegro.

Esse foi um dos assuntos abordados pela reportagem do Meu Timão com o ex-volante, que foi levado como auxiliar pelo amigo e ex-companheiro Hector Tapia, que também conversou com a reportagem, quando o mesmo assumiu a função de treinador do Colo-Colo.

Leia também: Estágio no Corinthians com Tite e busca por gols: técnico do Colo-Colo fala ao Meu Timão

A entrevista exclusiva de Maldonado foi concedida no hotel onde a delegação chilena faz um período de treinamento, na cidade de Atibaia, a cerca de 40km de São Paulo. O ex-volante, com passagens por Cruzeiro, São Paulo e o próprio Corinthians, falou de diversos assuntos.

Entre eles, o auxiliar-técnico do Colo-Colo não escondeu o sonho de ter três jogadores do atual elenco do Timão.

Confira a entrevista do Meu Timão com Maldonado

Meu Timão: Como foi para você assim que o sorteio colocou o Corinthians no caminho do Colo-Colo?

Claudio Maldonado: Me ligaram o tempo todo: 'vamos jogar contra o Corinthians'. Para mim, é sempre difícil jogar contra o Corinthians, pela qualidade do time, mas eu fiquei feliz. Tenho muitos amigos ali dentro. Tive a sorte de fazer meu estágio dentro do Corinthians, com o Carille ainda de treinador. E tive a sorte de trabalhar com o Tite. Conheço um pouco dos jogadores, do clube e do jeito que eles trabalham.

Pensa o que sobre o confronto?

Fiquei feliz. Acredito que vai ser um grande jogo, tanto para nós quanto para o Corinthians. Sei tudo que significa a Libertadores para o Corinthians e para nós também. Fazia 11 anos que nosso clube não passava para a próxima fase. Para nós é uma vitória. Quando entramos no clube, o time estava eliminado. Fizemos os jogadores acreditar e deu resultado. Isso fortaleceu o grupo. Agora essa fase é mata-mata, não tem o que fazer. Vamos enfrentar um grande time e esperamos que seja positivo.

Maldonado com Carille no CT do Timão, em agosto de 2017

Maldonado com Carille no CT do Timão, em agosto de 2017

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Como foi aquele estágio com o Carille no fim de 2017?

Com o Carille fiquei quase dois meses. Em um mês e pouco completei as horas, mas aí o Carille falou que eu podia ficar. Tinha uma boa relação com ele e fiquei indo, aprendendo no dia a dia. Para mim foi muito importante nessa carreira de auxiliar. Sempre tive um respeito muito grande lá no clube, com Carille e com Osmar (Loss). Me trataram muito bem por lá, só tenho a agradecer. Já tinha trabalhado com Tite como jogador, mas agora é totalmente diferente. Foi legal.

O Colo-Colo quase não se classificou. O que mudou no clube para a melhora em campo?

Entramos faz um mês, quase não tivemos tempo para trabalhar o time. Fomos vendo no dia a dia. Tivemos um grande problema: o treinador antigo não usava preparador físico. Então o time jogava 20 minutos e cansava. Estamos readaptando a parte física. Esses dias em Atibaia a gente deu mais ênfase nisso. O trabalho agora é entrar com tudo que queremos para o time. Uma das coisas que eu gostaria de ter, que eu vi no Corinthians, é organização. Eles tem organização por blocos. Tanto na ofensiva, no meio, como defensiva. Isso que eu gostaria de aplicar. Nossos jogadores são muito bons, mas às vezes se desconcentram um minuto e perdem o jogo. Isso que queremos, uma defesa mais organizada. Aos poucos estamos colocando que eu vi no Corinthians. Time organizado o tempo todo, com tranquilidade. Acredito que aos poucos vamos consertando.

Como pensam a parte tática? Qual sistema que você e o treinador (Tapia) mais gostam?

O Colo-Colo é um clube muito ofensivo. Então, geralmente, trabalhamos em cima do 4-3-3. Esse é o jeito que costumamos jogar. Nesses jogos passados não podíamos jogar desse jeito. Arrumamos o time para jogar somente com um atacante. No último jogo da Libertadores, contra o Atlético Nacional, tivemos que jogar no 4-4-1-1 porque não tinha jogadores para o 4-3-3. Agora vão chegar reforços, estamos pedindo e negociando, para poder chegar nesse 4-3-3 que o Colo-Colo se sente mais identificado.

Seria melhor fazer o segundo jogo no Chile ou tanto faz esse lance do mando de campo?

Tanto faz. O que eu posso achar é que os jogadores do Corinthians são muito mais experientes que os nossos. Os nossos faz 11 anos que não jogavam Libertadores. Isso é um pouco difícil colocar na cabeça dos jogadores. Entrar para jogar contra um grande clube, você pode entrar com medo de errar. Temos que trabalhar em cima disso para equilibrar o jogo.

Como foi o estágio de uma semana que o Tapia, hoje treinador do Colo-Colo, fez no CT com Tite?

Faz uns dois anos. Ele (Tapia) queria conhecer um pouco da metodologia do Corinthians, do laboratório, que não temos no Chile. Ele ficou uma semana conhecendo, assistindo aos treinos, acho que o Tite era o treinador ainda. Ele queria ver como o clube recuperava jogadores, a carga de trabalho durante esses períodos com jogos quarta e domingo. Então ele também tem alguma coisa em conhecimento mais próximo. Jogou comigo no Cruzeiro, então ele conhece como funciona o futebol brasileiro. Ele gostou do método e a gente tenta aplicar, visando buscar o melhor.

Maldonado com Romarinho durante treino em 2013; passagem meteórica

Maldonado com Romarinho durante treino em 2013; passagem meteórica

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Por falar em Corinthians, queria que lembrasse de sua passagem pela equipe em 2013...

Eu estava voltando de uma lesão difícil, do ligamento cruzado. Eu tinha saído do Flamengo com três meses da lesão. Fui para o Corinthians para me recuperar, tinha falado com o doutor Joaquim Grava para continuar o tratamento. Foi na época que ele me mandou ir no clube. Fiquei treinando quatro meses lá. Um dia o Edu Gaspar perguntou se eu podia ficar até o final do ano, porque eles estavam precisando de um volante. Foi uma época muito boa para mim. Foi uma readaptação para voltar a jogar. O Corinthians vinha de uma sequência grande de títulos, já estava indo para um desgaste enorme. Empatava muito, não fazia gol. Foi bom porque voltei a jogar, mas por outro lado, não deixei nenhuma sensação a mais. Depois eu fui para o Colo-Colo, já para fechar minha carreira. Foi legal. Gostei muito do método e das pessoas que trabalham no Corinthians. Tenho um carinho muito grande pelo clube, mais pelas pessoas que ali estão.

E sobre Osmar Loss? Teve contato com ele no CT durante o estágio no Corinthians?

Eu não tive contato depois, falava muito mais com Carille e Fabinho. Mas acho ele um bom treinador. É um cara que tem ideias muito boas. Geralmente quando eles decidem fazer o treino, ele deva a opinião para o Carille. Tem potencial para levar o Corinthians a um bom trabalho. O Corinthians é igual a gente, não pode perder nenhum jogo.

Pensa que por ser ex-Palmeiras, o Valdivia estará ainda mais motivado para enfrentar o Corinthians?

Acho que sim . A primeira motivação era passar de fase, conseguimos. Agora, enfrentar o Corinthians, é sempre um desafio. É um jogador que precisamos ter muito cuidado, com as cargas de trabalho. É um jogador diferente, com certeza queremos contar com ele nos dois jogos. Aquele Valdivia maluco do Palmeiras melhorou bastante. Está mais tranquilo, você vê nas entrevistas que ele está mais consciente e maduro. Mas com certeza vai ser um desafio para ele mesmo, enfrentar o Corinthians. Está muito motivado para fazer o melhor nesses dois jogos.

Ralf, companheiro em 2013, é um dos sonhos como auxiliar no Colo-Colo

Ralf, companheiro em 2013, é um dos sonhos como auxiliar no Colo-Colo

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Dos jogadores do atual elenco do Corinthians, quais jogadores você destacaria?

Hoje em dia, nós estamos precisando muito de um Romero, pelo jeito que queremos jogar. E de um Ralf, pela qualidade e organização que ele dá ao time. E um Balbuena. Temos zagueiros muito bons, mas um cara como ele, de nome ali atrás, é sempre importante para formar uma espinha dorsal. Gosto muito desses três caras, são muito importantes para o time. São três nomes que gostaríamos de ter para jogar no 4-3-3 que queremos. Esses caras fazem diferença, dariam muito certo.

Veja mais em: Libertadores da América e Ex-jogadores do Corinthians.

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