Conmebol volta a mencionar Corinthians e tragédia de Oruro para justificar proibições

Conmebol volta a mencionar Corinthians e tragédia de Oruro para justificar proibições

Por Meu Timão

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Sinalizadores, os usuais pisca-piscas, estão banidos dos estádios em torneios da Conmebol

Sinalizadores, os usuais pisca-piscas, estão banidos dos estádios em torneios da Conmebol

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) não está disposta a ceder no “braço de ferro” com as torcidas dos times de futebol participantes da Copa Libertadores de 2019. Bandeirões, fumaças, sinalizadores... Nada disso poderá entrar nos estádios durante os jogos do principal campeonato da América. E a entidade já sabe onde se apoiar para justificar tais proibições.

Diretor de competições de clubes da Conmebol, Fred Nantes explica que é fundamental, para a segurança dos próprios torcedores, que todos os pontos dos estádios possam ser filmados por câmeras de monitoramento. Ele lembrou ainda a tragédia de Oruro, quando um torcedor boliviano foi atingido por um sinalizador naval disparado a partir do setor da torcida do Corinthians, que enfrentava o San José pela Libertadores. O menino não resistiu.

“Não vamos esperar que aconteça outra tragédia, como já aconteceu em 2013, com a morte de um torcedor. Naquela ocasião, foi disparado um foguete de trás de um bandeirão de torcida e atingiu um torcedor na partida entre San José e Corinthians. O rapaz faleceu dentro do estádio, e não foi possível identificar quem lançou pois estava escondido atrás da bandeira. Não vamos esperar que aconteça de novo”, justificou Fred Nantes.

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Chama atenção o fato de a Conmebol já ter mencionado, dias atrás, o ocorrido em Oruro. Uma resposta direta ao Corinthians, que reclamara das imposições preparadas pela entidade para as próximas edições da Libertadores e da Sul-Americana - confira detalhes das mudanças aqui.

Nantes, por sua vez, lembra que a intenção da confederação é regulamentar a festa, e não proibi-la. “Não estão proibidas bandeiras e nem faixas. A Conmebol só está regulamentando como elas podem estar dentro dos estádios. Não existe trabalho de segurança sem campo visual. Se o sistema de segurança não pode ver as pessoas, a segurança não pode fazer seu trabalho. É um conceito básico”, disse.

“Teremos imagens das arquibancadas, imagens de outros lugares que os funcionários responsáveis pela segurança muitas vezes não conseguem ver na hora, porque estão em atividade específicas e não têm visibilidade”, completou.

O Corinthians estreia na Copa Sul-Americana no próximo dia 14, diante do Racing, na Arena.

Veja mais em: Libertadores da América, Copa Sul-Americana, Torcidas organizadas, Torcida do Corinthians, Fatos marcantes e Violência no futebol.

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