Marcado por 'teoria da conspiração', árbitro vê clima melhor para Corinthians x Palmeiras em 2020

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Por Meu Timão

Marcelo Aparecido apitou o segundo jogo da final do Paulista entre Corinthians e Palmeiras em 2018

Marcelo Aparecido apitou o segundo jogo da final do Paulista entre Corinthians e Palmeiras em 2018

Marco Galvão/ Fotoarena

Corinthians e Palmeiras se enfrentam em mais uma final de Campeonato Paulista e reeditam a decisão de 2018. As vésperas de mais um Dérbi que vale título, o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, responsável pelo segundo jogo naquele ano, relembrou a partida e celebrou um histórico melhor entre as equipes para a nova decisão.

Depois de perder a primeira partida por 1 a 0 em 2018, o Corinthians foi ao Allianz Parque precisando da vitória para conquistar o bicampeonato estadual. Em uma partida marcada por confusão com a arbitragem, o Timão devolveu o placar, levou a disputa para os pênaltis e se sagrou campeão.

O que causou revolta na torcida palmeirense foi o fato de o árbitro Marcelo Aparecido ter marcado um pênalti a favor dos donos da casa e, depois de sete minutos de jogo paralisado, ter voltado atrás em sua decisão. O profissional relembrou o episódio e reafirmou ter feito a coisa certa.

"É o lado bom, né (que vou ser lembrado)? Porque, se tivesse corrido tudo bem, ninguém nem lembraria da final e acabou. Sempre vou ser otimista e ver o lado bom. Não sou hipócrita: o que vai ficar marcado é que o árbitro tomou uma decisão e levou sete minutos para mudar. Mas, quem está no meio do futebol, conhece o árbitro Marcelo Aparecido de Souza", pontuou, em entrevista à Gazeta Esportiva.

"Sou uma pessoa em que todos confiam nos jogos e não era diferente com o próprio Palmeiras. Na semifinal, inclusive pelo Palmeiras, eu era visto como um árbitro confiável, de qualidade, rigoroso, casca grossa. Pela grande maioria de quem está envolvido no futebol, vou ser lembrado assim. Fui um dos melhores árbitros de São Paulo durante muito tempo e, do Brasil, também. É assim que vou ser lembrado. Agora, uma pequena parte da imensa torcida do Palmeiras vai lembrar de outra forma. Não tenho como mudar. Foi criada uma teoria da conspiração e eles vão acreditar nisso. Fazer o quê?", completou.

A exemplo do que aconteceu em 2018, a final desta temporada também rendeu polêmicas. Depois do caso a cerca dos testes de Covid-19 antes do primeiro jogo da final, o segundo encontro entre as equipes já começou movimentado com a decisão da arbitragem. Luiz Flávio de Oliveira foi escolhido pela FPF e a decisão não agradou aos torcedores palmeirenses, que protestaram na sede da Federação.

Pensando na decisão do próximo sábado, às 16h30, Marcelo Aparecido pontuou algumas diferenças entre essa final e a arbitrada por ele. Para o árbitro, a presença do VAR, inexistente na outra decisão entre as equipes, é importante, e o histórico recente dos Dérbis é melhor, garantindo um cenário de atuação "mais tranquilo" para Luiz Flávio de Oliveira.

"Depois daquela final, eu também contribuí para que, realmente, pudessem colocar o VAR. Hoje, o futebol está muito rápido. Em uma fração de segundo, um ângulo que você não está cinco centímetros pra lá ou pra cá, acaba deixando de ver uma imagem que o VAR vai te mostrar. Você tem as imagens que todos têm em casa, o que facilita", analisou.

"Falando nisso, quero dizer uma coisa sobre o meu jogo de 2018. Aquela partida vinha de um clima muito ruim entre Palmeiras e Corinthians. Por conta dos últimos jogos, a rivalidade estava aflorada. Houve equívocos, problemas com a arbitragem, entre os jogadores. Atleta expulso de forma equivocada, pênalti marcado depois de a bola já ter rodado, briga entre jogadores na primeira partida. Até então, aquela final estava dentro da normalidade. Quando aconteceu o meu erro, aflorou todo o histórico das partidas anteriores. Isso também dificulta para a arbitragem. Graças a Deus, essa final de agora vem com um histórico melhor", celebrou, torcendo por uma boa atuação do companheiro de profissão.

Veja mais em: Arbitragem, Campeonato Paulista e Dérbi.

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