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Começo no Sub-14, briga em final da LNF e parceria com Piton: pivô relembra tempos de Corinthians

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Guilhermão fez a maior parte de sua base no Corinthians e deixou o clube em 2021 após dois anos de profissional

Guilhermão fez a maior parte de sua base no Corinthians e deixou o clube em 2021 após dois anos de profissional

Reprodução / Instagram

Além do destaque na formação de jogadores para o futebol de campo, o Corinthians lança diversos atletas no mundo do futsal. Dentre eles, um dos que mais vêm tendo destaque recentemente é Guilhermão, que tem se firmado na Seleção Brasileira.

O pivô nascido em 2000 teve destaque no Parque São Jorge, na Europa e em sua única temporada no Nagoya Oceans, do Japão. "Eu sinto falta do Corinthians. Gostava bastante. Foi onde aprendi bastante coisa", confessou o jogador em entrevista exclusiva ao Meu Timão. O jovem ainda relembrou seu início no clube, ainda no Sub-14.

"Quando eu cheguei no Corinthians eu era Sub-14. Era beque, não era nem pivô. Fiz três testes no final do ano. Passei. O time nem classificou (para as fases seguintes), e aí mudei de categoria, então seria ano ruim (na base, é comum os jogadores em primeiro ano de categoria serem chamados de "ano ruim", por, em teoria, estarem em adaptação). Quase fui mandado embora, mas fiquei. Treinava, treinava, treinava... e jogava campo no Guarulhos de centroavante. Então o treinador do Corinthians me colocou ele pivô, comecei a ir bem e depois disso só evolução", contou.

Na base, Guilhermão conquistou, ao todo, nove títulos entre Sub-16, 18 e 20. No profissional ainda ergueu a taça do Paulista e de duas Supercopas. Em termos individuais, foi eleito revelação da Liga Nacional de Futsal 2020.

Apesar da conquista, o torneio traz uma lembrança amarga ao pivô. Na final contra o Magnus, o Corinthians acabou perdendo ao ser prejudicado pela arbitragem. Ao apito final, os atletas alvinegros foram questionar o juiz e acabaram sendo agredidos pelos guardas da GCM que estavam no local. Guilhermão foi um dos atingidos pelo spray de pimenta. "Ficou aquele gostinho de que dava (para ganhar). Aí teve a briga também, os policiais jogaram spray de pimenta na gente... Imagina o policial vir jogar spray de pimenta na sua cara? E depois quanto mais jogava água, mais ardia. Foi loucura. Depois a gente começou a jogar cadeira neles... um monte de atleta e eles jogando spray na gente", contou.

Após o caso, o jovem de então 20 anos seguiu no Corinthians pela temporada de 2021, atuando em 25 partidas e marcando seis gols. Ao fim de seu contrato, acertou sua ida para o Movistar Inter, da Espanha. Mesmo realizando um sonho, disse que quer voltar ao clube que o revelou.

"Fiquei feliz porque estava realizando um sonho (de jogar na Europa), mas ficou aquele gostinho de que queria ter conquistado a Liga que perdemos na final. No ano que eu saí eles ganharam (risos). Algum dia ainda vou voltar e ganhar a Liga!", destacou.

Parceria com Neguinho e Piton

Durante sua passagem no Corinthians, Guilhermão formou parceria com alguns jogadores de evidência. No futsal, Neguinho foi um dos que mais aprendeu, mesmo com uma diferença de oito anos entre ambos.

"A gente (Neguinho e eu) é irmãozaço. Aprendemos muito um com o outro. Ele tem as qualidades dele e eu as minhas, a gente se entende bem jogando junto, se entende onde o outro vai estar na quadra, é muito bom jogar com ele", comentou sobre o ala nascido em 1992.

Mesmo trilhando caminhos diferentes, o pivô é muito amigo de Lucas Piton, que optou por seguir no campo como lateral-esquerdo. Fizeram boa parte da base juntos no Corinthians, sendo separados apenas pelo piso de cada quadra.

"Eu converso direto com ele ainda (Piton). O Piton é como se fosse eu e o Neguinho, a gente se conhece demais em quadra. De 58 gols meus, uns 50 foram passe dele (risos). Cara é muito bom no futsal. Era eu, ele, tinha o Felipe também, mas ele foi para o campo. Juntos conquistamos dois títulos no Sub-16 e outro no Sub-17. O mais marcante foi o do Sub-17, mas ele (Piton) desceu para jogar só a final, porque já estava no campo", pontuou.

Experiências fora do país não se comparam ao Brasil

Depois de deixar o Parque São Jorge, Guilhermão passou um ano no Movistar Inter, da Espanha, passou por Feldi Eboli, da Itália, e atuou a última temporada no Japão. "Eu achei que seria mais difícil a adaptação, mas foi tranquilo. Tem muito brasileiro por lá (Japão). O jogo é mais corrido, tem padrão nenhum, é só correria. Acaba sendo mais difícil, né? Nessa correria maluca", analisou ao ser questionado sobre a competitividade na Ásia.

Com a bola no pé, o pivô destacou que no Brasil é mais difícil, mas ressaltou que o comportamento em quadra joga a favor dos estrangeiros. "O Brasil (é o mais difícil de jogar). É muito competitivo, todos os times são bons. Nunca sabemos qual time vai chegar", destacou.

"Só aqui no Brasil futsal demora. Para muito. Por um lado é bom porque você tem um descanso, um respiro. Está cansado, se joga no chão e ganha uns minutinhos. Lá fora, não. Tem regra, também. Aqui no Brasil só falta montar em cima do juiz, lá, não. Falou com o juiz é cartão", completou.

Aos risos, Guilhermão contou outra diferença que sente atuando fora do Brasil: os xingamentos. "Eles me xingam, eu xingo eles, estou nem aí. É até bom que eles não entendem (risos). Ninguém entende nada, mas sabe que é xingamento".

Por fim, o jogador destacou que acompanha partidas do Corinthians fora do país, lutando contra os fusos-horários. "Acompanho, gosto de assistir aos jogos. No Japão atrapalhava porque eram 12 horas de diferença, mas na Europa eram só cinco horas", destacou, mas disse que no momento não pensa em retornar ao Brasil, principalmente por estrangeiros pagarem melhor. Guilhermão se despediu do Nagoya Oceans ao fim de abril e ainda não divulgou sua nova equipe.

Veja mais em: Futsal do Corinthians, Ex-jogadores do Corinthians, Base do Corinthians e Lucas Piton.

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