Presidente do Cori dispara contra torcida do Corinthians: 'O clube é do associado'
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Por Meu Timão
Miguel Marques e Silva afirmou que é representante dos associados, e não da torcida do Corinthians
Ronaldo Barreto / Meu Timão
Em meio aos bastidores movimentados no Parque São Jorge, Miguel Marques e Silva, presidente do Conselho de Orientação (Cori) do Corinthians, deixou o ambiente ainda mais quente. Nesta sexta-feira, o conselheiro disparou contra a torcida do Timão.
Durante entrevista para o programa Esporte em Debate, da Rádio Bandeirantes, Miguel Marques foi questionado sobre a representatividade dos conselheiros junto à Fiel, cujos 200 nomes são eleitos a cada três anos pelos sócios do clube social. Ele, no entanto, declarou que representa apenas os associados do Parque São Jorge.
"O clube não é da torcida. O clube é dos associados. Sou representante dos associados, e não dos torcedores", afirmou o conselheiro.
Miguel é o principal líder do Cori, órgão do Conselho Deliberativo que recomendou, nesta semana, o impeachment do presidente do Corinthians, Augusto Melo, pelo atraso das prestações de contas do terceiro trimestre (julho, agosto e setembro). Ao ser perguntado sobre o voto secreto para o processo de destituição, conforme escrito no Estatuto do clube, ele destacou que não pode dizer publicamente se será favorável ou não ao impedimento do mandatário e não vê a ação como golpe.
"Eu não posso falar em que vou votar. Mas meus amigos sabem em que eu vou votar", disse.
"O voto é secreto. Presidente do Cori não tem que dar o voto. Eu não estou falando sobre transparência. Transparência é a diretoria anterior (grupo da Renovação & Transparência)", finalizou Miguel.
Apesar da crítica popular e da rejeição de torcidas organizadas, a reunião para votar no processo de impeachment está marcada para a próxima segunda-feira, dia 2 de dezembro, no miniginásio do Parque São Jorge. O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, escreveu uma nota aos conselheiros do clube para confirmar a nova data, antes agendada para 28 de novembro.
Em relatório do dia 25 de novembro, o Conselho de Orientação teceu diversas críticas à gestão, entre elas a contratação de 56 jogadores para as categorias de base em 2024. A principal base para o impeachment é o suposto esquema de "laranja" na intermediação do acordo entre Corinthians e VaideBet, cujas investigações seguem em andamento.
