Marcelo Mariano (à esquerda) ao lado de Augusto Melo

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Foto: Reprodução / Instagram

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Pressionado!

Diretor volta a ser pressionado após novas denúncias no caso Vaidebet e pode deixar o Corinthians

Por Bruno Pantarotto e Vitor Chicarolli

Marcelo Mariano, diretor administrativo do Corinthians, voltou a sofrer forte pressão nos bastidores do clube e pode deixar o cargo nas próximas horas.

Após as novas denúncias no caso Vaidebet, como o depoimento do CEO da casa de apostas , o Meu Timão apurou que pessoas próximas ao presidente Augusto Melo já apoiam o desligamento do dirigente. O diretor está em uma viagem, e o martelo pode ser batido nesta segunda-feira, dia 13.

O diretor foi acusado de instruir um funcionário do setor financeiro do Corinthians a transferir R$ 1,4 milhão para a Rede Social Media Design LTDA, empresa intermediária no acordo com a Vaidebet e que tem como sócio Alex Cassundé, que posteriormente direcionou parte do valor a uma empresa fantasma. Essa autorização, no entanto, ocorreu sem o conhecimento prévio de Rozallah Santoro, diretor do departamento, que estava em viagem, segundo o jornalista Juca Kfouri, do portal UOL.

Na época, Augusto Melo foi pressionado para afastar o diretor e o ex-superintendente de marketing do Timão, Sérgio Moura , ambos envolvidos na polêmica da ex-patrocinadora do Corinthians. Inclusive, a pressão vinha de forte parte da base apoiadora do mandatário. O próprio Rozallah Santoro renunciou ao cargo em meio à polêmica.

Apesar das investigações, Marcelinho permaneceu em sua posição. Por outro lado, alguns nomes foram afastados do Parque São Jorge, como Sérgio Moura, que acompanhava Augusto desde a campanha eleitoral.

Vale ressaltar que, neste ano, deve acontecer a nova votação para o impeachment do presidente Augusto Melo, uma vez que a liminar conquistada pelo cartola alvinegro em dezembro do ano passado para conseguir suspender a votação caiu. A principal motivação para a destituição é a polêmica com a intermediação do acordo com a ex-patrocinadora.

Relembre o caso

Em maio de 2024, a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar um possível caso de lavagem de dinheiro no contrato de patrocínio firmado entre Corinthians e VaideBet. O acordo, que se tornou o maior no âmbito esportivo no Brasil, havia sido anunciado pelo Corinthians no início de janeiro e tinha validade até o fim de 2026, com pagamento total de R$ 370 milhões.

As investigações começaram após denúncia do Blog Juca Kfouri de que a Rede Social Media Design LTDA, empresa apontada como intermediadora do negócio entre Corinthians e VaideBet, teria feito o repasse de R$ 900 mil da sua comissão a uma empresa fantasma, a Neoway Soluções Integradas e Serviços. Edna Oliveira Santos, listada como sócia da Neoway, alegou desconhecer essa informação.

O caso levou a casa de apostas a romper seu vínculo com o Corinthians em julho . Desde a abertura do inquérito, diretores e ex-diretores do Timão já foram ouvidos pela Polícia Civil, além de Alex Cassundé, sócio da Rede Social Media Design LTDA. Entretanto, nomes como Augusto Melo, atual presidente do Corinthians, Marcelo Mariano, diretor administrativo, e Sérgio Moura, ex-superintendente de marketing do clube, ainda devem ser convocados . O Corinthians já reconheceu publicamente que houve um intermediário na negociação com a Vaidebet .

Veja mais em: Diretoria do Corinthians e Caso VaideBet.

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