Corinthians reúne presidente e membros da diretoria para explicações das contas de 2024
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Por Meu Timão

Alexandre Germano, Augusto Melo, Nenê, Luiz Ricardo Alves (Seedorf) e Josué Lopes durante live na Corinthians TV
Reprodução / Corinthians TV
O Corinthians organizou, nesta segunda-feira, um programa ao vivo para tratar sobre as demonstrações financeiras referentes a 2024. As contas alvinegras do primeiro ano da gestão de Augusto Melo, vale lembrar, foram rejeitadas pelo Conselho Deliberativo no fim de abril.
Além do presidente corinthiano, marcaram presença Luiz Ricardo Alves, o Seedorf, gerente financeiro do clube, e Josué Lopes de Souza, auditor financeiro do Timão. Alexandre Germano, recém-empossado diretor financeiro, também participou da segunda metade em diante, além de breve aparição de Eliseu Martins, cuja consultoria contábil emitiu parecer técnico sobre o balanço.
A transmissão da Corinthians TV, no entanto, não trouxe novidades nos números já divulgados. Em apresentação que durou pouco mais de uma hora, os membros da diretoria reforçaram a receita do recorde do clube em 2024: R$ 1,115 bilhão, 19% a mais que 2023 (R$ 936,7 milhões). Por outro lado, a dívida alvinegra cresceu R$ 407 milhões, chegando a R$ 2,56 bilhões, sendo R$ 1,9 bilhão da agremiação e R$ 668 milhões da Neo Química Arena.
O ponto mais debatido foi o aumento do passivo em R$ 829 milhões, que motivou o Conselho de Orientação (Cori) e Conselho Fiscal a sugerirem reprovação das contas. O valor calculado, vale lembrar, é a diferença entre 2024 e 2023 a respeito de encargos e receitas a realizar, feito separadamente da dívida bruta:
- LFU: R$ 150 milhões
- Clubes de futebol: R$ 107 milhões
- Contas a pagar: R$ 186 milhões
- Caixa Econômica Federal (vaquinha): R$ 36 milhões (valor subtraído da soma acima para cálculo da dívida)
Neste caso, os R$ 407 milhões se somam aos R$ 191 milhões do ajuste passado, valor contestado pela diretoria pela suposta omissão de "provisões de contingência" da gestão de Duilio Monteiro Alves, totalizando R$ 599 milhões. Este novo número, junto a R$ 195 milhões das receitas a realizar e os R$ 36 milhões citados da vaquinha, gera os R$ 829 milhões do passivo apontado pelo Cori.
O clube também mostrou os possíveis ganhos no fluxo de caixa com os processos de reestruturação judicial, casos dos planos do Regime Centralizado de Execuções (RCE) e da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). O Corinthians almeja R$ 148 milhões de economia para o dia a dia.

Reprodução / Corinthians TV
A rejeição do balanço financeiro pode levar ao impeachment de Augusto Melo. Paulo Roberto Bastos Pedro, membro do Conselho de Orientação, e a Comissão de Justiça protocolaram pedidos para destituição do presidente. Ele já corre risco de deixar provisoriamente a presidência em 26 de maio, quando os conselheiros votarão o afastamento do mandatário pelo caso VaideBet.