Zé Elias comentou sobre o protesto realizado no Parque São Jorge

Zé Elias comentou sobre o protesto realizado no Parque São Jorge

Foto: Reprodução / ESPN

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'É um basta'

Ídolo do Corinthians desabafa sobre momento político do clube e concorda com 'basta' da torcida

Por Meu Timão

Formado nas categorias de base do Corinthians e ídolo do time alvinegro, Zé Elias fez um forte desabafo sobre o momento político vivido pelo clube. As declarações do ex-jogador e atual comentarista aconteceram após o protesto realizado pelas principais torcidas organizadas na sede social do Parque São Jorge , na última terça-feira.

Durante o programa Equipe F, da ESPN, Zé Elias não poupou críticas à forma como o Corinthians tem sido conduzido nos últimos anos. Ele classificou o movimento das torcidas como algo simbólico e muito forte.

Eles são os verdadeiros donos simbólicos do Corinthians. Os torcedores corinthianos, esse é o momento da invasão. É uma imagem forte, porque é um arrastão, uma estourada. Dentro da história que eu vivi dentro do Corinthians, dentro da história que eu entrei lá, pisei com cinco anos de idade, saí com 19, conhecia cada canto, conhecia tudo que estava, as pessoas, tudo. Isso daí, é como eu falei, é um basta", iniciou.

"É um basta de você ser tratado como palhaço. Porque é isso que a maioria desses dirigentes, ou quase todos os dirigentes, trataram os torcedores do Corinthians. Eu concordo, entendeu? Então, assim, é uma coisa simbólica e é muito forte isso. É muito forte. O recado é muito forte. Os torcedores estão dizendo: basta, já deu”, afirmou.

O ex-volante seguiu reforçando a mensagem passada pela torcida e cobrou um posicionamento efetivo dos dirigentes diante da crise.

“E agora, vamos ver o que vai acontecer no decorrer dos dias, se realmente, de fato, eles entenderam, as pessoas que estão lá, que dizem que gostam do Corinthians, se eles entenderam o recado, se eles vão continuar prejudicando o clube. Porque em toda essa história, o maior prejudicado é a instituição Corinthians", destacou.

Zé Elias também relembrou a dificuldade que o clube enfrenta para se tornar atrativo ao mercado e reforçou a responsabilidade dos ex-presidentes na dívida bilionária da Neo Química Arena.

“Porque quem assiste um negócio desse, fala assim: não é possível que isso esteja acontecendo. Como é que eu vou investir, construir, fazer alguma coisa ou desejar alguma coisa? O cara vai fazer isso só por paixão, que é o que os torcedores corinthianos estão fazendo todo mês. Fazendo a vaquinha para pagar o estádio. Coisas que o Andrés não pagou, que o Roberto não pagou, que o Mário Gobbi não pagou, que o Duílio não pagou. E foram construindo a dívida para chegar a quase R$ 3 milhões”, completou.

O protesto no Parque São Jorge seguiu de forma pacífica e foi acompanhado por viaturas da Polícia Militar e da Polícia Civil, que garantiram a segurança dos presentes. As torcidas organizadas reforçaram que o movimento exige “mudanças urgentes e estruturantes” no clube.

Cerca de 500 torcedores, entre membros de Gaviões da Fiel, Camisa 12, Pavilhão Nove, Estopim da Fiel, Coringão Chopp e Fiel Macabra, além de associados e outros torcedores, participaram do ato, que foi descrito pelos organizadores como um “ato de resistência”. A mobilização, segundo as torcidas, é um grito contra gestões que, segundo eles, “viraram as costas para quem sustenta o clube há mais de 114 anos: o povo”.

Veja mais em: Ídolos do Corinthians, Ex-jogadores do Corinthians, Diretoria do Corinthians e Torcidas organizadas.

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