Presidente interino do Corinthians justifica acordo com a Nike e pede conclusão do impeachment
6.3 mil visualizações 65 comentários Reportar erro
Por Meu Timão

Osmar Stabile em conversa com os associados do Corinthians no evento do MCG
Reprodução / Identidade Corinthiana
Na noite da última quarta-feira, a chapa 82, denominada de Movimento Corinthians Grande (MCG), realizou um evento no Parque São Jorge com apoiadores e associados do clube no objetivo de discutir os próximos passos da política do Corinthians. Osmar Stabile esteve presente e, revelando o apoio da chapa à sua gestão temporária, pediu por mudanças no Parque São Jorge.
Em um primeiro momento, o presidente interino justificou a renovação do Corinthians com a Nike, fornecedora de materiais esportivos que atua com o clube desde 2003. O clube tinha propostas da Adidas, mas acabou aceitando o acordo com a antiga parceira. Segundo Stabile, este caminho era o mais correto a seguir visando um futuro melhor no Parque São Jorge.
"Conseguimos trazer o melhor para o Corinthians, o mais vantajoso. Acertamos com a Nike porque a gente fez um estudo de risco e percebemos o que é o melhor para o Corinthians, para não deixar uma herança maldita.... Desculpa a expressão, uma herança maldita seria o seguinte: um problema que vai lá para frente para um outro presidente chegar aí e ter que gastar milhões por um problema que outro presidente deixou. É isso que não queremos", iniciou o presidente interino em vídeo divulgado pela Identidade Corinthiana.
Caso optasse pela Adidas, o Corinthians provavelmente teria que enfrentar uma disputa judicial extensa e onerosa, já que a Nike acionou uma cláusula de renovação automática presente no antigo contrato até 2029. Daí a "herança maldita" dita por Stabile. A cúpula alvinegra, portanto, pregou pelo caminho menos arriscado: a Nike vai ceder R$ 59 milhões anuais durante dez anos.
Stabile completou um mês de mandato interino nesta sexta-feira. Ele comanda o clube até o dia 9 de agosto, quando uma assembleia geral dos associados decide pelo impeachment total de Augusto Melo ou pela volta do antigo mandatário ao poder do Corinthians. Inclusive, caso a primeira opção ocorra, Stabile poderia concorrer como presidente "fixo" até o final do triênio, mas ele não deve dar sequência a uma candidatura.
Mesmo assim, o presidente interino convocou os associados a votarem pela conclusão do impeachment. Segundo Stabile, a gestão de Augusto deixou o clube "desorganizado" e agora cabe aos associados uma decisão pela mudança.
"Vocês podem pensar que o período é muito curto. Mas a gente não tem que olhar o período, a gente tem que olhar exatamente o que podemos fazer neste período. Nós estamos trabalhando, organizando, deixando o Corinthians, principalmente, com uma gestão melhor do que estava. Porque não tinha gestão... Todo departamento estava desorganizado. Estamos organizando base, profissional, todos esses departamentos para melhorar o Corinthians", disse no discurso aos associados.
"Nós temos uma equipe muito forte aqui nos apoiando, todo mundo chama de Chapa 82, o (Movimento) Corinthians Grande. Nós temos um grupo enorme nos apoiando por trás, dando credibilidade para que possamos trabalhar. No dia 9 de agosto... Não é uma eleição. Não quero faixas, camisas, não queremos festa aqui para votação. O que queremos falar para vocês é que há necessidade de se fazer mudanças. Nós queremos deixar o associado decidir o que é melhor para o Corinthians. E o melhor para o Corinthians é fazer a mudança necessária", concluiu.
Por meio das redes sociais, o MCG deixou apoio explícito a destituição completa de Augusto Melo. O mandatário que foi impeachmado pelos conselheiros segue em disputa política no Parque São Jorge e em disputa jurídica após o indiciamento de associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro em inquérito policial no caso VaideBet.