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Alteração estatutária
Conselheiro propõe alteração no Corinthians para separar finanças do futebol e do clube social
Por Maria Beatriz de Teves e Rodrigo Vessoni
O conselheiro Antônio Roque Citadini, que perdeu a eleição presidencial para Osmar Stabile, enviou ao Conselho Deliberativo do Corinthians, em conjunto com o associado Cyrillo Cavalheiro Neto, uma proposta de alteração estatutária. A sugestão trata principalmente da segregação contábil e orçamentária entre o departamento social e o departamento de futebol.
Segundo o documento, o objetivo é estabelecer regras claras de gestão financeira separada entre as atividades do clube social e do futebol, que engloba os times profissionais masculino e feminino, além das categorias de base. O texto também define diretrizes de custeio para as demais modalidades esportivas do clube.
Atualmente, o Estatuto Social não prevê de forma detalhada essa separação, o que, segundo os autores da proposta, dificulta a análise individualizada de desempenho e a responsabilização financeira de cada departamento. Por isso, eles afirmam que, ao separar as contas, será possível identificar a real saúde financeira de cada área, promover uma gestão mais eficiente e evitar que prejuízos ou sucessos de um departamento mascararem a realidade do outro.
A proposta sugere a inclusão de um novo artigo ou a reestruturação de artigos existentes do Estatuto Social, com o seguinte escopo: o departamento de futebol teria gestão autônoma de suas receitas e despesas, incluindo direitos de transmissão, patrocínios, transações de atletas, bilheteria e programas de sócio-torcedor, que seriam destinados exclusivamente ao custeio e desenvolvimento do futebol.
O departamento social, por sua vez, também teria orçamento e gestão financeira independentes, cobrindo suas despesas com mensalidades associativas, taxas de serviços, locação de espaços e patrocínios específicos da área.
Já as modalidades esportivas olímpicas deveriam buscar financiamento externo, como patrocínios específicos, convênios com entidades públicas e privas, além de mecanismos de incentivo fiscal e leis de fomento ao esporte, com diretrizes claras para aplicação exclusiva desses recursos.
Por fim, as modalidades não olímpicas ou recreativas seriam prioritariamente subsidiadas pelas receitas do departamento social, ou por taxas específicas, definidas e aprovadas pelos órgãos competentes do clube, com base em planejamento orçamentário.
O Conselho Deliberativo do Corinthians deve concentrar seus esforços nos próximos meses na reforma do Estatuto. Ainda em setembro, a comissão responsável deve finalizar o pré-projeto, que será submetido à análise em outubro. Entre novembro e dezembro, a proposta deverá ser votada pelos conselheiros, conforme o cronograma estabelecido por Romeu Tuma Júnior.




