Osmar Stabile e diretoria do Corinthians garantem que o transfer ban será quitado até o início da próxima janela

Osmar Stabile e diretoria do Corinthians garantem que o transfer ban será quitado até o início da próxima janela

Foto: Matheus Pogiolli / Meu Timão

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Sem urgência

Corinthians adota cautela e não tem pressa para derrubar transfer ban; entenda

Por Rafael Marcon e Marco Bello

A alta cúpula do Corinthians garantiu que vai quitar o transfer ban relacionado ao caso Félix Torres antes da próxima janela de transferências do futebol brasileiro. A ideia é resolver a situação com calma, priorizando o pagamento de outras dívidas mais urgentes. A informação foi divulgada pelo jornalista Marco Bello, durante o programa Tabelando, do Meu Timão.

Uma previsão, então, é que o Corinthians quite o valor devido ao Santos Laguna, do México, até, no máximo, o início de 2026. Esse débito, atualmente, gira em torno de R$ 40 milhões (R$ 33 milhões pela operação não paga com juros e multas, além dos impostos). O valor se refere à contratação do zagueiro Félix Torres. O clube perdeu a ação na Fifa e, posteriormente, na Corte Arbitral do Esporte (CAS) após atrasar o pagamento das parcelas combinadas. Depois da derrota, ainda tentou um parcelamento junto aos mexicanos , mas a proposta foi recusada.

O pagamento se faz necessário caso o clube queira contar com reforços para a temporada de 2026, já que a próxima janela está previamente marcada para o início de janeiro, quando a temporada dá início no Brasil.

O transfer ban está ativo desde agosto e impede que o devedor (neste caso, o Corinthians) registre novos atletas no Boletim Informativo Diária (BID) da CBF. Na última janela, inclusive, apenas Vitinho foi contratado - e só porque o acerto ocorreu antes do bloqueio. Além disso, o banimento afeta outros direitos do clube, como o registro de jogadores do Sub-20 com contrato profissional para a disputa da Copinha.

Até que se concretize o pagamento para o fim do transfer ban, a diretoria do Timão trabalha para resolver outras pendências e confia em adiantamentos e cortes de gastos. Receitas como a venda inesperada de Kauê Furquim ao Bahia (R$ 14 milhões) e a renovação contratual com a Nike (que deve adiantar R$ 50 milhões aos cofres do clube) devem ser utilizadas para quitar as dívidas.

Na última segunda-feira, por exemplo, o Meu Timão apurou que o Corinthians chegou a um acordo verbal para parcelar as dívidas que possui com Memphis Depay . O montante envolve luvas, premiação e bônus, e está estimado em R$ 20 milhões. A ideia é que até fevereiro de 2026, 50% deste valor esteja pago em parcelas mensais. Já com o elenco, de maneira geral, o clube deve premiações do título Paulista (2025) e do Brasileiro (2024) - essas foram marcadas em três parcelas .

No mesmo dia que se soube do combinado com o holandês, o portal ainda informou que o Sub-20 B foi desativado pelo clube e, consequentemente, quatro profissionais que faziam parte da comissão técnica da categoria deixaram o Parque São Jorge. A atual gestão trabalha com um enxugamento das categorias de base após o alto número de contratações nos tempos de Augusto Melo. Chefiado por Nenê do Posto, o departamento já liberou mais de 25 atletas desde a confirmação de Osmar Stabile como gestor do mandato-tampão.

Há ainda o caso do futebol feminino. Osmar Stabile garantiu que já tem um acordo com as jogadoras que estão no elenco pela premiação da conquista da Conmebol Libertadores de 2024 .

Além do próprio transfer ban, o Corinthians fica de olho para quitar outras duas dívidas principais. Trata-se dos casos Rodrigo Garro e Matías Rojas, ambos prestes a serem julgados pelo CAS. Do meia do atual elenco, há um atraso nas parcelas combinadas com o Talleres, da Argentina, na época da contratação . Já o paraguaio, que deixou o clube por uma rescisão unilateral no início de 2024, cobra cerca de R$ 40 milhões por atrasos nos direitos de image m.

Relembre o caso Félix Torres

Félix Torres é do Corinthians desde janeiro de 2024

Félix Torres é do Corinthians desde janeiro de 2024

Rodrigo Coca / Agência Corinthians

O Corinthians adquiriu Félix Torres em janeiro de 2024 por cerca de 6,5 milhões de dólares. No entanto, quitou apenas a entrada de 2 milhões de dólares junto ao Santos Laguna, do México, que detinha os direitos do jogador antes da chegada ao Parque São Jorge. Restavam cinco parcelas - uma delas com vencimento previsto para maio de 2024 - que não foram quitadas pelo Timão.

O clube alvinegro foi inicialmente processado pelo Santos Laguna e, posteriormente, condenado pelo CAS, última instância possível em casos esportivos. A decisão resultou na imposição do transfer ban, que impede o registro de novos atletas desde agosto de 2024. Caso o Corinthians sofra uma nova punição do tipo sem ter quitado os valores devidos aos mexicanos, pode ser penalizado com perda de pontos no Brasileirão - ou, em um cenário mais extremo, ser rebaixado diretamente.

Veja mais em: Diretoria do Corinthians, Dívida do Corinthians e Osmar Stabile.

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