Fabrício Oya foi destaque nas categorias de base do Corinthians

Fabrício Oya foi destaque nas categorias de base do Corinthians

Foto: Daniel Augusto Jr / Ag. Corinthians

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Lembranças

Ex-promessa relembra poucas chances no profissional do Corinthians

Por Meu Timão

Um dos maiores expoentes dos últimos anos nas categorias de base do Corinthians, o futebol de Fabrício Oya o levou para outros rumos. Revelado no Parque São Jorge, o meia falou sobre a relação com o Timão e o sonho de, quem sabe, voltar a vestir a camisa alvinegra no futuro após uma frustração ao não ser utilizado no profissional.

"Eu vejo não só por mim… se todo mundo esperava muita coisa, imagina eu. Porque eu era o cara, né? Quer dizer, sou — não dá pra dizer 'era'. Vai que um dia eu volto para cá. Foram dez anos de Corinthians. É o meu sonho. Um dia quero entrar na Arena com todo mundo lá", iniciou Oya à Central do Timão.

Oya também comentou sobre a emoção de ter realizado parte desse sonho, ao conquistar um título com o clube que o formou. O jogador venceu o Campeonato Paulista de 2019, tendo participado da vitória sobre o Ituano, por 1 a 0, no interior .

"Pô, claro que ainda penso na minha carreira. Lembro da hora que cheguei aqui, de tudo o que vivi. É emocionante. Ser campeão com o Corinthians era o meu sonho — e realizei, fui campeão paulista", acrescentou.

O meia revelou ainda a frustração por não ter tido mais oportunidades na equipe principal, mesmo acreditando estar pronto para isso. Durante o período em que esteve próximo do profissional, Oya conviveu com grandes nomes do meio-campo corinthiano e lembrou como era difícil encontrar espaço.

"Eu acredito que eu estava pronto. Talvez não no primeiro ano, em 2016, mas em 2017 e 2018, com certeza. Na minha cabeça, sim. Pode ser que, para eles, alguém achou que eu ainda não estava preparado — e essa foi a única coisa que eu não entendi. Eu queria, sabia que podia", avaliou.

"Eu subia pra treinar, mas nunca era efetivado. E ninguém explicava o motivo. Naquela época, sempre tinha um meia. Quando eu comecei a subir, tinha o Danilo, depois o Renato Augusto, o Jadson e o Rodriguinho, que vivia grande fase — lembro até hoje daquele gol contra o Palmeiras", relembrou.

Mesmo assim, Oya destacou que manteve a confiança no próprio potencial e lamentou não ter recebido mais chances para mostrar seu futebol.

"No meu último ano, em 2020, só tinha o Jadson. Mesmo assim, subi mais porque já tinha estourado a idade, não tinha mais para onde me mandar. Na minha cabeça, eu acreditava que estava pronto para ter mais chances. Se fosse por mérito, pelos números, não teria nem discussão. Acredito que, em qualquer outro clube grande, eu teria tido muito mais oportunidade", concluiu.

O meia chegou ao Corinthians aos 12 anos e percorreu todas as etapas das categorias de base, sendo considerado uma das principais promessas formadas no Parque São Jorge. Durante o período nas divisões inferiores, acumulou 11 títulos, entre eles a Copa do Brasil Sub-17, em 2016, e a Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 2017.

A trajetória do jovem no Timão, porém, acabou sendo marcada por empréstimos e poucas chances na equipe principal. Em maio de 2019, foi emprestado ao São Bento, retornando ao Corinthians em outubro. No ano seguinte, defendeu o Oeste por empréstimo.

Em março de 2021, Oya encerrou seu vínculo com o clube alvinegro e se transferiu para o Torpedo Zhodino, da Bulgária. Depois disso, passou por Caxias, Azuriz, Primavera e Santo André, até chegar ao Itabaiana, sua equipe atual.

Veja mais em: Fabricio Oya, Base do Corinthians e Ex-jogadores do Corinthians.

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