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Presidente do Corinthians atualiza situações do transfer ban, Estatuto e auditoria interna
Por Felipe Sales, Melik Chain e Victor Godoy
No último dia 18, completaram-se três meses desde que o Corinthians sofreu um transfer ban pelo não pagamento da dívida ao Santos Laguna, do México, referente à contratação do zagueiro Félix Torres, estimada em cerca de R$ 40 milhões.
O presidente do Timão, Osmar Stabile, atualizou a situação das negociações. Segundo Stabile, o clube do Parque São Jorge espera resolver essas pendências até dezembro, o que permitirá ao Corinthians atuar no mercado na próxima janela de transferências visando contratações para 2026.
“O transfer ban nós temos trabalhado diuturnamente, para a gente resolver os problemas de pagamentos dos processos que nós temos aí pela frente, tem alguns outros que nós estamos tratando também, que é o caso do Rojas, que nós estamos também já negociando, e também a questão do transfer ban que nós queremos resolver até dezembro”, explicou o mandatário em entrevista após o lançamento da Copinha de 2026.
Além do transfer ban com o Santos Laguna, o Corinthians foi notificado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF em outubro e recebeu outra punição proibindo o registro de novos jogadores por seis meses . A sanção foi aplicada após o clube não efetuar o pagamento de uma das parcelas previstas com o Cuiabá pela compra do volante Raniele. Posteriormente, o Corinthians quitou a parcela e tenta cancelar a punição junto à CBF.
No caso de Matías Rojas, o Timão abriu negociações com os representantes do meio-campista em setembro para quitar uma dívida de cerca de R$ 40 milhões referente ao contrato que era válido até junho de 2027 . Por outro lado, o argentino não pretende exercer a cobrança formal, o que poderia gerar um novo transfer ban.
Fora das quatro linhas, na noite da última segunda-feira, o Conselho Deliberativo (CD) do clube se reuniu para o que deveria ser a votação sobre o anteprojeto do novo Estatuto do clube. Porém, a sessão foi suspensa e postergada para maiores debates . Stabile afirmou que, apesar da mudança, segue trabalhando para resolver as questões do Corinthians e reestruturar a parte administrativa do clube.
“Aconteceu a reunião, e o conselho entendeu que deveria não votar nenhuma pauta naquele momento, para discutir intensamente as pautas que foram colocadas lá. Eu vejo que tem que ser resolvido o mais rápido possível, da forma mais rápida possível, e o presidente do Corinthians continua trabalhando independente do estatuto. Nós temos que trabalhar, nós temos que reestruturar a parte administrativa, a parte financeira, e estamos fazendo isso de forma intensa”, contou.
Diante da aprovação de um novo cronograma, nesta terça-feira, Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo (CD), divulgou a nova agenda oficial das dez audiências públicas que discutirão o anteprojeto da reforma do Estatuto , além de uma data extra destinada a pontos residuais.
Outro caso fora de campo que movimentou o noticiário corinthiano nas últimas semanas foi a auditoria interna encomendada pelo próprio Osmar Stabile para investigar o desvio de materiais da Nike nos almoxarifados do clube . Stabile confirmou que, após receber o resultado da investigação, encaminhou o caso para a Comissão de Justiça (CJ), que tomará as providências cabíveis.
“Nós recebemos o relatório e em virtude de tudo que estava acontecendo a gente encaminhou para a Comissão de Justiça. E a Comissão de Jjustiça que vai tomar as providências que cabe a isso”, finalizou.
Apesar de a auditoria ter sido entregue à CJ na última semana, ainda não há prazo para a conclusão do caso, já que existem outras apurações em andamento. Atualmente, a Comissão de Justiça investiga o uso indevido do cartão corporativo por parte do ex-presidente Andrés Sanchez . Posteriormente, os alvos serão os ex-mandatários Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo.
Paralelamente à investigação interna, a Polícia Civil apura o desaparecimento de materiais esportivos do Corinthians . Em maio, agentes estiveram no CT Joaquim Grava para checagens envolvendo funcionários de diversos setores. A investigação é conduzida pela DRADE (Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva), unidade do DHPP, que abriu um inquérito por furto qualificado em outubro.
Marcelo Munhoes, diretor de tecnologia e responsável pela auditoria interna que identificou o desvio de materiais, prestou depoimento em 11 de novembro e confirmou que a auditoria foi solicitada pelo presidente do clube. O vice-presidente Armando Mendonça, citado diversas vezes no relatório, também foi ouvido pela delegacia .





