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'Instâncias superiores'
Ex-diretor da base do Corinthians sugere ao clube procurar a Justiça para voltar ao MCF
Por Meu Timão
A base do Corinthians abriu 2026 perdendo mais jovens para o Palmeiras em decorrência da expulsão do clube do Movimento dos Clubes Formadores do Futebol Brasileiro. Neste contexto, Claudinei Alves, diretor que comandava os juniores alvinegros na época, emitiu uma nota oficial criticando a atuação do time da Barra Funda e sugerindo que a atual gestão alvinegra busque a Justiça para retornar o MCF.
"Como ex-dirigente de base do Corinthians, é impossível não apontar a hipocrisia escancarada de João Paulo Sampaio. (...) O MCF, que deveria proteger a formação dos atletas, virou instrumento político. Um 'acordo de cavalheiros' seletivo, que exclui o Corinthians, tira o clube de torneios importantes e tenta manchar uma história gigante na base. Não é sobre ética. É sobre controle, conveniência e guerra de narrativas. E quem conhece o bastidor da base sabe muito bem disso", apontou o ex-diretor da base do Corinthians.
"Entendo que a proposta de acordo apresentada especialmente pelos valores elevados exigidos ao Corinthians não se mostra adequada, razoável ou justa, sobretudo diante do histórico e da documentação existente. Por essa razão, recomendo que a atual gestão busque instâncias superiores, a fim de que o tema seja analisado com imparcialidade, segurança jurídica e respeito aos princípios que regem o futebol formador", emendou - leia a nota na íntegra abaixo.
Essa nota de Claudinei Alves surge após uma postagem do perfil Base Corinthiana apontando que o Palmeiras contratou três jogadores destaques do Corinthians em 2025. Além disso, outros dois atletas recusaram ofertas do rival da Barra Funda para seguirem no Parque São Jorge.
O Corinthians foi excluído do MCF em janeiro de 2025 após a contratação do atacante Pedro Morelli, de então 14 anos. O Palmeiras acusou o Timão de aliciamento, o que acabou culminando na expulsão da equipe alvinegra do Movimento. Já na época, alguns destaques da base começaram a ser sondados por outros times, algo que foi intensificado por parte palmeirense no decorrer do ano .
O Movimento dos Clubes Formadores do Futebol Brasileiro é um grupo que reúne todos os times que contam com o Certificado de Clube Formador entregue pela CBF com o objetivo de melhorar a formação de atletas no Brasil e tornar o mercado menos predatório. Vale destacar que apenas aos 12 anos jogadores podem assinar contrato de formação, que garante maior proteção ao clube. Antes disso, esse atleta mirim pode rescindir com uma agremiação de forma unilateral a qualquer momento.
Fora do MCF, o Corinthians não vem disputando competições de grande relevância, além de estar perdendo atletas. O clube chegou a fazer mais de uma oferta ao Palmeiras e todas foram recusadas .
Confira a postagem de Claudinei Alves, ex-diretor da base do Corinthians, sobre o retorno ao MCF
Como ex-dirigente de base do Corinthians, é impossível não apontar a hipocrisia escancarada de João Paulo Sampaio. O mesmo que posa de paladino da ética, denunciando o Corinthians ao MCF por um atleta de 14 anos, o mesmo é diretor da base do nosso maior rival e usa sua posição de poder no MCF para beneficiar o Palmeiras e prejudicar rivais na minha opinião.
O MCF, que deveria proteger a formação dos atletas, virou instrumento político. Um “acordo de cavalheiros” seletivo, que exclui o Corinthians, tira o clube de torneios importantes e tenta manchar uma história gigante na base. Não é sobre ética. É sobre controle, conveniência e guerra de narrativas. E quem conhece o bastidor da base sabe muito bem disso.
Diante dos fatos, é importante esclarecer que o atleta objeto da denúncia apresentada por João Paulo ao órgão no qual ele próprio exerce função já possuía vínculo anterior com o Sport Club Corinthians Paulista. À época, foi elaborado e entregue um dossiê completo, contendo toda a documentação necessária, para que a atual gestão pudesse dar continuidade ao caso de forma transparente e respaldada juridicamente.
Entendo que a proposta de acordo apresentada especialmente pelos valores elevados exigidos ao Corinthians não se mostra adequada, razoável ou justa, sobretudo diante do histórico e da documentação existente. Por essa razão, recomendo que a atual gestão busque instâncias superiores, a fim de que o tema seja analisado com imparcialidade, segurança jurídica e respeito aos princípios que regem o futebol formador.
É fundamental que esse processo seja conduzido de maneira correta e equilibrada, garantindo que nenhum clube seja prejudicado por interpretações unilaterais ou por eventuais conflitos éticos de quem está à frente do Movimento Clube Formador (MCF).
O futebol de base exige seriedade, ética e justiça valores que devem prevalecer acima de interesses individuais ou institucionais.
Att. Claudinei Alves





