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Luto
Morre Oscar Schmidt, ídolo do basquete nacional e campeão pelo Corinthians
Por Felipe Sales
Oscar Daniel Bezerra Schmidt, o Mão Santa, um dos maiores nomes do basquete brasileiro e que defendeu as cores do Corinthians entre 1995 e 1997, morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do ex-jogador.
"É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo", escreveu a assessoria — veja o texto abaixo.
Pela manhã, Oscar foi socorrido para um hospital de São Paulo após apresentar um mal-estar e, durante a tarde, teve a morte confirmada. Logo após a notícia, o Corinthians lamentou a passagem do ídolo nacional, relembrando o período do atleta no Parque São Jorge.
O Sport Club Corinthians Paulista lamenta o falecimento de Oscar Schmidt.
— Corinthians (@Corinthians) April 17, 2026
Um dos maiores atletas da história da modalidade no Brasil, Oscar marcou o seu nome também na história do Sport Club Corinthians Paulista. 🏴🏳️
Maior pontuador da história do esporte até 2024, Oscar… pic.twitter.com/HUwR8POuEo
O ex-atleta foi contratado pelo Corinthians em 1995 com a missão de ajudar o Timão a retomar o protagonismo na modalidade. A equipe alvinegra havia sido tricampeã continental na década de 60 e, buscando reviver esse período vitorioso, apostou em Oscar, que já era um dos principais nomes do basquete nacional para reviver os tempos áureos nos anos 90.
Os resultados vieram rapidamente. Em 1996, o clube do Parque São Jorge conquistou seu último Campeonato Brasileiro de Basquete, antes da competição se tornar o Novo Basquete Brasil (NBB). Na decisão, Oscar foi eleito o melhor jogador, em uma série vencida por 3 a 1 sobre o Corinthians de Santa Cruz do Sul, que atualmente se chama União Corinthians. O craque registrou média de 34 pontos por jogo nas finais.
Além do título, ele foi o cestinha da competição, com 959 pontos, sendo eleito MVP do torneio. Naquela temporada, contou com companheiros históricas como McIver, Gérson, James Carter, Fernando Minucci, Paulinho Cheidde, Mingão, Farofa e Brasília, todos sob o comando do técnico Flor Melendez.
Conhecido como Mão Santa, pela eficiência em arremessos de três pontos, o ex-ala também representou a Seleção Brasileira nas Olimpíadas de 1996, ainda como jogador do Corinthians. Em Atlanta, foi o destaque da equipe, terminando como cestinha da competição, com média de 27,6 pontos por partida. O Brasil encerrou sua participação na sexta colocação, sendo eliminado pelos Estados Unidos nas quartas de final.
Ao longo da carreira, Oscar esteve constantemente no radar da NBA, a liga profissional norte-americana. Chegou a ser selecionado no Draft de 1984 pelo New Jersey Nets e ficou perto de atuar na principal liga do mundo. No entanto, optou por seguir sua trajetória principalmente na Europa, onde podia atuar por clubes e continuar defendendo a Seleção Brasileira — algo que jogadores da NBA só passaram a fazer a partir de 1992.
Oscar Schmidt construiu uma carreira marcada por números impressionantes. O ex-ala é o maior cestinha da história do basquete mundial, ultrapassando a marca de 49 mil pontos somando clubes e Seleção Brasileira. Em Olimpíadas, disputou cinco edições (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996) e anotou 1.093 pontos, sendo o maior pontuador da história da competição, de acordo com levantamento de sua assessoria.
Pela Seleção Brasileira, foi protagonista em diversas campanhas, com destaque para a conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando o Brasil venceu os Estados Unidos. Em clubes, manteve a impressionante média de 32,6 pontos por partida em 1.289 jogos, segundo a Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Ao longo de décadas, com passagens por Palmeiras, Sírio, América, Bandeirantes, Mackenzie e Microcamp. No exterior, defendeu Juvecaserta e Pavia, da Itália, além do Fórum Valladolid, da Espanha.
O ex-jogador integra o Hall da Fama do Basquete, nos Estados Unidos, além do Hall da Fama da Fiba (Federação Internacional de Basquete). Mesmo sem ter atuado na NBA, teve sua importância reconhecida mundialmente. No início do mês, Oscar Schmidt também foi incluído no Hall da Fama do COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Além disso, o ídolo nacional também é homenageado no Memorial do Corinthians, que fica localizado no Parque São Jorge.
Confira a nota da assessoria de imprensa
É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.
Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.
A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.
Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.
Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.
Atenciosamente,
Equipe 14 Eventos
Confira o texto divulgado pelo Corinthians
O Sport Club Corinthians Paulista lamenta o falecimento de Oscar Schmidt.
Um dos maiores atletas da história da modalidade no Brasil, Oscar marcou o seu nome também na história do Sport Club Corinthians Paulista.
Maior pontuador da história do esporte até 2024, Oscar liderou o Corinthians ao seu último título nacional, conquistado em junho de 1996. Este feito o fez estar imortalizado na Calçada da Fama do Memorial Corinthians e Poliesportivo.
Mão Santa, como era conhecido, também conquistou medalhas de ouro em Jogos Panamericanos e Sul-Americano, além de uma medalha de bronze na Copa do Mundo de Basquete.
Oscar Schmidt, eternamente em nossos corações!





