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Corinthians realiza inscrição no Paulista de Basquete e encaminha continuidade da modalidade

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O Corinthians decidiu manter a sua equipe profissional de basquete para a disputa do Campeonato Paulista

Beto Miller / Corinthians

O Corinthians confirmou a sua inscrição na edição de 2026 do Campeonato Paulista de Basquete, prevista para começar em agosto. Com isso, a continuidade da modalidade está assegurada no clube do Parque São Jorge pelo menos para o Estadual, após um período de indefinição marcado pela possibilidade de extinção da equipe profissional ao fim da temporada 2025/26.

A informação foi divulgada inicialmente pelo Café Belgrado e confirmada pelo Meu Timão. Como soube a reportagem, desde a repercussão sobre o possível encerramento da modalidade pela política de corte de custos da diretoria presidida por Osmar Stabile, em novembro de 2025, diferentes setores do clube passaram a se mobilizar em busca de alternativas para manter o basquete profissional ativo.

O clube do Parque São Jorge soma 14 títulos do Campeonato Paulista, sendo o segundo maior campeão da história da competição. Porém, a última conquista aconteceu em 1985, um jejum que já dura mais de 40 anos.

A comoção para a sequência do basquete profissional corinthiano ocorreu tanto pela tradição do clube no esporte quanto pela melhor campanha da história do Timão no Novo Basquete Brasil (NBB). Atualmente, a equipe comandada por Jece Leite lidera a série melhor de cinco das quartas de final do NBB contra o Minas por 2 a 1 e pode garantir uma vaga inédita na semifinal da competição nesta terça-feira, às 19h, na Arena UniBH.

Vale destacar que, além do NBB, o Corinthians disputa simultaneamente a Copa Paulista, competição profissional organizada pela Federação Paulista de Basquete (FPB). Porém, o Timão optou por utilizar uma equipe Sub-22 no torneio, visando o desenvolvimento de jovens atletas. Neste momento, o elenco lidera o seu grupo, com duas vitórias e uma derrota, e volta à quadra no próximo dia 20 de maio, diante da Liga Sorocabana, pela quarta rodada.

Apesar de a inscrição no NBB 2026/27 ainda não ter sido formalizada, já que a atual edição segue em andamento, o Meu Timão apurou que a tendência é de que o Corinthians participe da próxima temporada. A mobilização da torcida nos jogos das quartas de final impressionou integrantes da diretoria e fortaleceu internamente a permanência do projeto.

Além disso, no início de abril, o clube oficializou a inscrição na Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB), competição nacional Sub-22 organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), em parceria com o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC).

Mesmo com a continuidade garantida no Estadual, ainda não existe definição sobre o elenco para 2026/27. Como é comum nos esportes de quadra, os contratos dos atletas costumam ter duração de apenas uma temporada. Assim, após o encerramento da participação no NBB, a diretoria irá discutir o orçamento destinado à modalidade antes de definir os próximos passos. Uma das alternativas para ampliar a arrecadação é a de acertar patrocínios exclusivos para a modalidade.

O cenário do basquete foi bem parecido com o do futsal, quando a ata de uma reunião do Conselho de Orientação (Cori) foi divulgada e nela o presidente Osmar Stabile afirmava estar estudando o fim da modalidade para 2026 como forma de corte de custos. Em novembro do último ano, ele retrocedeu e confirmou a manutenção do esporte. Porém, na atual temporada, o clube tem operado com um elenco reduzido, poucos jogadores experientes e apostando nas categorias de base, com cerca de 50% dos atletas sendo formados no Parque São Jorge.

Historicamente, o basquete é uma das modalidades mais tradicionais do Corinthians. Nas décadas de 1950 e 1960, o Timão viveu uma das fases mais vitoriosas de sua história no esporte, conquistando títulos como o Paulista, a Taça Brasil e o Campeonato Sul-Americano de Clubes em três oportunidades. A geração contava com nomes históricos como Wlamir Marques, Amaury Pasos, Rosa Branca e Ubiratan. Recentemente, todos eles foram homenageados no ginásio do clube, batizado de Wlamir Marques, com a criação do Panteão do Basquete Corinthiano, que exibe os bustos de Rosa Branca e Ubiratan ao lado das esculturas de Wlamir e Amaury.

Outro personagem marcante da história do basquete corinthiano é Oscar Schmidt. O ex-jogador chegou ao Parque São Jorge em 1995 com a missão de recolocar o clube no topo da modalidade, resgatando o protagonismo vivido nos anos 1960. O objetivo foi alcançado logo em 1996, quando o Timão conquistou o seu último título brasileiro antes da criação do NBB. Na final, vencida por 3 a 1, Oscar foi o grande destaque, com média de 34 pontos por partida, terminando a competição como cestinha, com 959 pontos, além de ser eleito o MVP do torneio.

Após períodos de interrupção e retomadas, o basquete masculino do Corinthians voltou oficialmente em 2017, em um projeto estruturado para recolocar o clube entre os protagonistas da modalidade no país. Logo em sua primeira temporada, o Timão conquistou o título da Liga Ouro e garantiu acesso ao NBB.

Desde então, a equipe alvinegra se manteve competitivo no cenário nacional, participando regularmente do Campeonato Paulista, NBB e Liga Sul-Americana, além de investir na formação de atletas por meio das categorias de base.

Fim do basquete feminino

Alana Gonçalo no ato de arremesso contra o SESI Araraquara pelo Paulista de Basquete Feminino

O Corinthians encerrou o Campeonato Paulista de Basquete Feminino de 2025 com a vice-colocação

Murilo Matheus / Agência Corinthians

O basquete feminino do Corinthians chegou ao fim após o encerramento da temporada de 2025. O clube não apresentou as garantias permitidas no prazo estipulado para a inscrição na Liga de Basquete Feminino (LBF) de 2026 e, como soube do Meu Timão, não há previsão para o retorno da modalidade.

Apesar de ter efetuado o pagamento da taxa de pré-inscrição dentro do prazo limite, em 19 de dezembro, o Corinthians não cumpriu todas as exigências técnicas, administrativas e financeiras previstas no regulamento até o dia 19 de janeiro, data final para comprovação da documentação necessária. A decisão partiu da própria diretoria alvinegra, que tem adotado uma política de redução de gastos no departamento de esportes terrestres.

O basquete feminino do Parque São Jorge havia sido reativado em 2024, depois de oito anos de inatividade. Desde o retorno, as Furiosas disputaram duas edições da LBF, o Campeonato Paulista e a Copa LBF, além de conquistarem o título da Copa São Paulo logo na primeira temporada da retomada da modalidade.

Veja mais em: Basquete, Mais esportes do Corinthians e Diretoria do Corinthians.

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