Post de Jefferson Leite no fórum "Análise dos jogos" do Meu Timão

Na boa, essa de falar só da chuva já deu, choveu só de um lado? Galera reclama demais e ajuda muito pouco!

Em resposta ao tópico: "A chuva que lavou a alma"

Sejamos francos aqui: a realidade de transição que vivemos não costuma nos dar grandes esperanças a curto prazo. E talvez nem a médio.

E entre todas as dificuldades que já carregávamos de 2020, ainda ganhamos desafios claramente maiores quando perdemos atletas titulares diante de uma partida importante contra o rival sem mundial, mas com algumas conquistas recentes.

O roteiro fica ainda mais tenebroso quando começamos 0-2 dentro de casa, com o adversário evidentemente mais entrosado e à vontade, mesmo com reservas em campo.

Então a chuva apertou. E o coração também.

Apertou no sentido de um resgate de sentimento. De uma possível volta da luta e daqueles acasos que acontecem pra premiar um time que nasceu pra superar e ser protagonista por sua inconformação.

O Corinthians é uma mística histórica que nunca dependeu necessariamente de craques consagrados pra fazer sua torcida existir e apoiar.

Sempre fomos um time de jogadores aparentemente comuns que cresceram ao longo de suas jornadas e se tornaram referência dentro desse contexto de grupo.

A essência corinthiana talvez tenha finalmente inundado a Neo Quimica Arena para nos lembrar quem é que representa a nossa nação.

O sangue no olhos dos jovens que, para se tornarem estrelas, sabem que precisam se doar no terrão.

Donelli, Roni, Piton, Xavier, Rodrigo e ele, Rodrigo Varanda, nos lembram do que somos feitos e de onde vem a força que deixou de aparecer nos últimos anos.

Com sangue nos olhos e nas veias, é possível vencer dentro e fora de campo.

Ontem, foi um empate.

Mas qual foi a última vez que vocês viram esse time ter a mínima possibilidade de empatar um jogo?

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