Post de Baltazar no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

Respeito a opinião do colega, acho que podemos discutir, mas eu lembro que em um torneio de aspirantes, quando o Sub-23 não era essa bandalheira, nos anos 90, tentaram fazer um campeonato sem impedimentos, o que aconteceu é que os times ficaram recuados e aí o jogo ficava muito ruim.

Em resposta ao tópico: "Pelo fim do impedimento"

Vamos ser honestos. Existe regra no futebol, mais inútil do que o impedimento? Tanto isso é verdade que ela vem mudando várias vezes durante a história do futebol.

Conhecida como regra 11, sua aplicação se dá, caso o atacante não tenha dois jogadores adversários à sua frente, ao receber um passe. Mas, já no passado (1863) poderiam ser até quatro, e com o tempo, esse número foi diminuindo.

O problema é que essa essência também mudou. Por exemplo, se a bola vier da batida de um lateral, o jogador pode estar á frente, que não será impedido. Assim, também se ele receber a bola de um defensor, ou se for de um tiro de meta batido pelo seu próprio goleiro.

Como essas e outras, a regra fica tremendamente fragilizada, e se isso não bastasse, um certo requinte teve que ser adicionado à regra, ou seja, a questão do corpo, ou braço, ou cabeça à frente da linha de impedimento, tem feito com que a regra se altere frequentemente.

Mas, o ponto em questão, é que, com a velocidade do jogo, marcar-se um impedimento, ou não, tornou-se uma tarefa das mais espinhosas, para árbitros e bandeirinhas, uma vez que nem sempre a decisão era tomada com precisão.

Depois, vendo na TV, via-se que houve um equívoco. E em muitos casos, o impedimento, ou não impedimento eram flagrantes, colocando em dúvida até a idoneidade do arbitro ou bandeirinha.

Conviveu-se com isso por décadas. Torcida, dirigentes, jornalistas, jogadores, e demais envolvidos, sempre tinham o que falar, reclamar, ou defender esse ou aquele lance duvidoso. E como isso dava pano pra manga, hein? Quantas matérias do jornalismo esportivo, viviam em função dessa ‘bendita’ regra 11.

Mas, finalmente, surgiu algo novo, que parecia que ia revolucionar o futebol. Algo que iria acabar de vez com toda a qualquer dúvida: o VAR.

Sim, o VAR, do inglês vídeo Assistant Referee, ou o arbitro de vídeo, iria acabar de uma vez, com todas as polêmicas, fazendo com que a justiça de uma vez por todas fosse estabelecida nos gramados de futebol.

Mas, tão logo se iniciou o seu uso, vieram as primeiras reclamações. A equipe do VAR estava demorando muito para fazer a checagem do lance. (É bom lembrar, que o var analisa vários lances do jogo, como o gol, pênaltis, expulsões, e outros, além do óbvio, o impedimento).

Os brasileiros não deixaram por menos, e passaram a massacrar o VAR sem piedade, embora em outros países, o VAR funcione de forma mais pacífica.

Mas, passado o período inicial, o que se viu foi que os lances capitais de uma partida, mesmo com a atuação do VAR, eram julgados de maneira errônea pelos árbitros. Ou seja, o mundo inteiro viu uma coisa, mas o VAR e o arbitro (esse último, com a responsabilidade da decisão), viam outra.

O nosso foco então, continua no impedimento, que em meio a tudo isso, continua como sempre, ‘causando’. E, de polêmica em polêmica, parece que voltamos a estaca zero, não adiantando as mudanças na regra, e nem muito menos o tecnológico VAR.

Algumas soluções poderiam ser acatadas, para que pelo menos, o futebol ganhasse uma nova dinâmica. Acabar com o impedimento (como eu acho) ou fazendo mudanças radicais, como alguém sugeriu, com o impedimento sendo válido só dentro da área, ou, em se havendo um lateral de ataque, não se marcaria mais o impedimento.

Enfim, todos os esportes coletivos passaram por mudanças radicais, e que melhoram em muito os jogos, melhorando em muito a competitividade. Não seria esse o momento de se repensar o impedimento?

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