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Post de EVAIR no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

Rafael sua análise é perfeita, mas vejo essa gestão, pelo menos até agora, muito boa.

Reduzimos folha salarial drasticamente mandando embora um monte de jogadores meia boca com salários altos, promovemos vários garotos de potencial que vão trazer lucro financeiro ao clube, tivemos paciência e habilidade para trazer jogadores nível de seleção (quarteto), de graça, com salários razoáveis, vamos nos classificar para. Libertadores e receber um prêmio bom por isso esse ano.

Criamos uma base de elenco para 2022, voltamos a ter renda de público, e vamos disputar com força os campeonatos do ano que vem, com reais possibilidades de conquistas, principalmente financeiras.

Isso não foi sorte, foi planejamento, não é comparável com o da Vivo, mas é um baita avanço.

Quanto ao Silvinho, era o que podíamos fazer esse ano. Quem seria o técnico no lugar dele, para aceitar todas as mudanças que precisavam ser feitas?

Um Renato e outros medalhões iam chegar reclamando do elenco, e induzir a diretoria aos erros dos últimos anos.

Em 2022, a rota deve ser parecida (fase 2), com a diferença de que alguns já não estarão no nível do Corinthians, entre eles Silvinho e alguns jogadores, como Gabriel volante por exemplo.

Em resumo existiu um planejamento que deu certo esse ano, para o ano que vem, precisamos manter os pés no chão e partir para um patamar melhor, com novo técnico mais cascudo, com Paulinho, e um centroavante, além de repor com sabedoria os garotos que com certeza sairão e trarão dinheiro para reposições inteligentes.

Obrigado Silvinho, fica, mas só até o fim do ano.

E obrigado pela contribuição nesse momento de transição do clube.

Vai Corinthians!

em Bate-Papo da Torcida > É nesse pequeno grande detalhe que a diretoria do Corinthians coloca...

Em resposta ao tópico:

Muito se fala da necessidade de gerir um clube do tamanho do Corinthians como se fosse uma empresa. Mas uma empresa de grande porte. Uma multinacional. Não uma barraca de feira - com todo respeito aos empreendedores esforçados e honestos do comércio de rua.

Então vamos lá. Vou falar um pouquinho sobre uma prática muito comum em empresas de destaque no que tange o planejamento estratégico.

Pegue uma Vivo da vida. Um gigante do setor de telecomunicações. A cada início de ano, os executivos de diferentes áreas da empresa se reúnem para traçar os planos da organização. Que objetivos vão perseguir, qual a estratégia a ser adotada, quais as metas dos diferentes setores, que indicadores serão utilizados para medir um eventual sucesso ou fracasso e com qual periodicidade vamos nos reunir para averiguar se é necessário uma alteração na rota proposta inicialmente.

É nessa última parte que se separa aqueles que gozam do triunfo dos que amargam a derrota.

Ao final de um determinado período - geralmente um trimestre - esses mesmos executivos se reúnem para analisar o que foi que ocorreu até então. Será que o que haviam planejado ainda faz sentido defronte o que tem ocorrido no mercado? O navio deve seguir no mesmo rumo? Os números projetados foram atingidos? Ficamos além ou aquém das expectativas? Não se enganem, é muito raro que o que fora acordado no começo do ano permaneça seguido à risca em novembro/dezembro.

Há uma infinidade de fatores que não são levados em consideração quando o plano é desenhado. Não porque os administradores são incompetentes, mas porque os mercados são imprevisíveis. E só está apto ao êxito quem mantem o dedo no pulso do ambiente e se adapta rapidamente às mudanças do jogo.

Tá, sabichão, e o que isso tem a ver com o Corinthians?

Pois bem, no começo do ano, com um elenco recheado de inaptos e um técnico que ainda lutava para implantar uma ideia de jogo, a diretoria entendeu que não havia meios de sustentar objetivos ambiciosos. Almejar título no torneio estadual e a progressão contínua de fases nas copas era lutar contra a realidade. A prioridade deveria ser dada para as contas do clube. Sanar as altas dívidas para, no futuro, ter condições de montar um grupo competitivo. A torcida comprou a ideia.

Só que no decorrer do caminho as coisas mudaram. Foi possível trazer ótimos jogadores com uma engenharia financeira que permitiria ao clube alçar vôos maiores. Não faz mais sentido utilizar a velha régua de janeiro para aferir os resultados de novembro. Se nos contentávamos em evitar o descenso quando dependíamos de Vital, Araos, Ramiro e Cafu, não podemos permanecer com o mesmo modelo mental quando passamos a contar com Renato Augusto, Giuliano, Guedes e William. É impensável.

Chega de acreditar que o trabalho é bom porque a meta traçada lá atrás está sendo atingida. Aprendam a redefinir o conceito de sucesso conforme o meio muda. Caso contrário, apenas reforçarão o apequenamento que têm imposto ao glorioso Sport Club Corinthians Paulista.

Sem mais!

Abraços, Fiel

Responder ao post do EVAIR

Réplicas desse post

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Alberto 3 posts

@alberto.marques em 20/11/2021 às 08:57

Para mim, a mudança de patamar na fase 2 de 2021 poderia almejar no máximo a briga pela vaga direta na Libertadores. Se esse objetivo for atingido não vejo razão para troca com base na crítica do trabalho do Sylvinho.

O outro ponto é chegar ao próximo patamar: hoje há 3 times que estão na frente no cenário nacional e se quisermos levantar taça temos que chegar nesse nível. Aí concordo que o trabalho atual e experiência do Sylvinho não ajudam. Mas precisa ser uma troca muito bem definida, sem aventura e sem fantasia. Passarela lá atrás foi uma fantasia. Tiago Nunes foi uma grande aposta que deu muito errado por chegar com ideias fora de lugar.

Planejamento é saber ligar os meios aos fins, em determinado cenário. Sobre a capacidade para isso da diretoria atual, aí sim tenho muitas dúvidas.

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